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Gol de Paulinho na Copa e expulsões são tema de palestra no Corinthians

REUTERS/Paulo Whitaker
Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

28/08/2018 18h37

A preparação do Corinthians para encarar o Colo-Colo, em jogo decisivo pelas oitavas de final da Copa Libertadores, foi marcada por mistério de Osmar Loss em relação ao treinamento e à escalação da equipe nesta terça-feira (28). Mas, em entrevista coletiva, o comandante explicou alguns detalhes que marcam a preparação para o duelo. Os corintianos perderam por 1 a 0 no Chile e precisam vencer por dois gols para avançar em 90 minutos.

Insistir e explorar fragilidades identificadas no adversário, explicou Loss, é um pedido aos jogadores e algo trabalhado em campo nesta terça. O treinador, evidentemente, não explicou quais as estratégias para buscar a vitória, mas deu um exemplo: o gol de Paulinho contra a Sérvia, na última Copa do Mundo, é sinal de planejamento. Ele contou seis tentativas da mesma jogada até que, na sétima, o passe de Coutinho encontrou o jogador livre no meio da defesa para concluir.

"Demonstramos caminhos e cenários de como esperamos que o Colo-Colo nos marque. O atleta vai definir e o momento do jogo é que vai dizer. Em quatro ou cinco jogos que vimos de equipes contra eles, vimos que há caminhos a serem melhor explorados. O jogo mostra o caminho, tem que acreditar. Um exemplo disso que posso dar é o gol do Paulinho na Copa", contou Loss.

"Contra o Fluminense, na última semana, vimos que havia no jogo do Fluminense um caminho pelo lado esquerdo que exploramos pouco porque nosso time estava muito espaçado. O Jadson [volante do Flu] marcava o lado esquerdo e havia um espaço com o Danilo Avelar. Depois da expulsão [do Romero], tudo ficou mais complicado", recordou sobre a derrota por 1 a 0 no Rio.

A grande quantidade recente de cartões vermelhos do Corinthians em duelos eliminatórios de Libertadores e Sul-Americana também foi tema, conforme explicou o treinador. No duelo de ida contra o Colo-Colo, Gabriel sofreu o vermelho. Ele será substituído por Ralf.

"Foi tema hoje à tarde. Apresentamos características do nosso adversário e os próprios atletas abordaram. Eles estão muito conscientes disso, temos que nos preocupar em jogar futebol, em sermos duros e competitivos quando tivermos que ser, mas com lealdade, como pregamos aqui. Mas é ter cuidado para que não se repita [a expulsão]. Jogar com um a menos no futebol mundial hoje é muito difícil", analisou.

Em relação à preocupação com o adversário, Osmar Loss contou dois itens que chamaram atenção após o jogo de ida. "Trabalhamos aspectos defensivos porque no Chile tivemos parede do Paredes e do Barrios que nos incomodaram e alas avançados que nos geraram inferioridade numérica no centro do campo", comentou. O gol da equipe chilena aconteceu justamente em lance no qual Paredes venceu Pedro Henrique com o corpo.

"O primeiro ponto é não sofrer gols, senão fica mais difícil. Mas precisamos propor, martelar os defensores para que eles não sintam conforto no ambiente da Arena. É não acelerar demais para não virar um jogo de perde e ganha", disse ainda.

Veja mais declarações de Osmar Loss:

Condição de jogo para Cássio
Cássio continua em tratamento. Achamos por bem não expor às quedas e ele vai continuar até o momento anterior da partida para termos certeza e os médicos e ele falarem sobre a situação.

Goleiro não treinou por dois dias
Se tivéssemos falando de um retorno pós-Copa seria mais preocupante, mas o Cássio vem jogando de três em três dias. Dois dias se recuperando é até benéfico para qualquer atleta. Há teorias de ciência da educação física que explicam um ciclo de treinamento, parada e volta com superioridade enérgica.

A diferença do jogo de Libertadores
É um jogo diferente, uma cultura diferente. Temos cinco clubes brasileiros no momento. Tem um aspecto emocional diferente, sim, e foi um título buscado por muito tempo pelo Corinthians até 2012. Era o calo no sapato da chacota entre torcedores. Conseguimos reverter isso em 2012 e que a gente possa quebrar esse tabu de sequência nessa fase da Libertadores.

Estratégia para o jogo
Atacar sem se expor. Precisamos de um time compacto, solidário, que possa explorar as fragilidades que sabemos que o Colo-Colo oferece.

Dois dias de concentração para o jogo
Em conversa com diretoria e líderes, achamos que seria importante no momento mostrar que estávamos embuídos em buscar a classificação de fato. Deixar as famílias longe...não é uma cultura no Corinthians, mas todos os líderes acharam interessante em mostrar sacrifício em nos colocarmos entre os oito melhores da América do Sul.

Valdívia do outro lado
Damos a ele a mesma do Paredes, do Barrios, do Pavez, do Insarrualde. São todos de qualidade. Ele teve uma passagem brilhante pelo futebol brasileiro, e incomodou torcedores não só do Corinthians, mas de todo o Brasil.

Araos em adaptação
Ele passa por um processo de adaptação até mais rápido que a gente espera. Tem sido uma peça importante quando entra nos jogos, às vezes como titular e às vezes no segundo tempo. O jogo brasileiro é distinto do chileno para a construção, e é algo que ele nos traz, na forma de defender e de atacar.

Corinthians virou todos duelos eliminatórios do Paulista
Isso nos ajuda bastante. Temos a capacidade de olhar para um passado recente e ver que com o São Paulo, no último lance, de bola parada, conseguimos o gol. Isso nos deixa mais esperançosos em reverter o resultado. Precisamos de uma força ofensiva com equilíbrio, e aí vai o caminho para mais uma virada na temporada.

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