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Com carisma e bom-humor, Fábio Santos vira líder intocável no Atlético-MG

Fábio Santos, lateral do Atlético-MG, virou líder do elenco comandado por Thiago Larghi - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Fábio Santos, lateral do Atlético-MG, virou líder do elenco comandado por Thiago Larghi Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

26/08/2018 04h00

Bem-humorado e brincalhão, Fábio Santos sempre foi o responsável pela resenha por onde passou. No Atlético-MG, ele ganha uma nova faceta e tem um trabalho com viés de liderança. Da manutenção de Róger Guedes às ajudas no vestiário e no sistema tático da equipe.

O carisma e o bom-humor são as características que fizeram do lateral esquerdo o atleta mais querido na Cidade do Galo. Unanimidade no elenco, ele goza do mesmo prestígio com empregados de outras áreas.

"Ele faz questão de cumprimentar todo mundo quando chega. Para ele, não há diferença entre ninguém", disse uma fonte que trabalha na Cidade do Galo ao UOL Esporte.

As brincadeiras e o sorriso fácil o transformaram primeiramente no líder da resenha do grupo. Ao lado de Elias, não deixa passar uma piada com membros do plantel. Nem Ricardo Oliveira e Leonardo Silva, jogadores considerados mais sérios e que também exercem papel de liderança, passam ilesos das gozações do atleta.

"O Fábio é um líder, ele ajuda e brinca com todo mundo ao mesmo tempo. Teve alguns jogos que ele estava fora porque machucou. Se não me engano, contra o Bahia, eu falei com ele: 'senti falta de você na viagem'. Ele é um cara 10, um cara bem-humorado. Brinca com todo mundo. A liderança que ele tem no grupo é muito importante. Ele é muito bom", declarou Emerson, lateral direito do Atlético, ao UOL Esporte.

Aos poucos, Fábio Santos ganhou confiança no elenco e transformou o respaldo em liderança positiva. O primeiro grande ato foi participar diretamente ao lado de Victor, Léo Silva, Elias e Ricardo Oliveira na manutenção de Róger Guedes no elenco.

À época, o lateral esquerdo se uniu com os outros amigos e pediu a permanência do atacante ao diretor de futebol Alexandre Gallo. A intervenção do atleta foi preponderante para a manutenção do jogador que depois deixou o país como artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Depois de interferir na permanência do atacante, Fábio Santos o ajudou a mudar a forma de pensar. Ele ajudou Guedes a mudar o comportamento extracampo, o que foi revelado pelo próprio jogador à época.

Fábio Santos, lateral do Atlético-MG - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Fábio Santos é líder do elenco do Galo
Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

"Ele é um cara líder. Sempre conversa com a gente. É o Pastor, que é como a gente chama ele. É líder dentro e fora de campo. Isso já vem dele de longa data, como o Fábio Santos, o Elias, o Victor... A gente tem muitos líderes aqui dentro do Atlético-MG", disse Róger Guedes à época.

Os conselhos não se restringem ao extracampo. Ele costuma explicar também como o atleta deve se comportar dentro das quatro linhas. Emerson, recém-contratado pelo clube, contou com um toque de Fábio Santos para mudar a forma de atuar.

"Por ele ser muito experiente, ele tem muitos atalhos em campo. Ele fala que, se fizermos algo da forma mais simples, pode ser melhor para gente. Teve um lance que eu ataquei, a gente estava rodando a bola e eu voltei, mas voltei muito. Ele não apoiou. Não entendi o porquê. Para mim, eu tinha fechado", declarou ao UOL.

"Aí ele me chamou e explicou que, quando eu vir que a bola está do lado dele, você vem um pouco mais, porque eu não vou atacar se você estiver lá no ataque. A preocupação dele é não tomar o gol nessa situação. Ele disse que prefere que eu volte e feche a defesa para depois atacar. Quando ele falou isso para mim, eu falei: 'caramba, eu achei que estava fazendo o certo'. São toques que ele dá que fazem as coisas ficarem mais fáceis", acrescentou.

Mas de onde surgiu esta forma de trabalhar do lateral? O fato é antigo, segundo o próprio Fábio Santos. Ele conta que, quando garoto, já tinha o perfil de liderança com os amigos.

"O líder é uma coisa muito natural. Sempre tive esse perfil, desde moleque. A liderança cada um exerce da sua maneira. Às vezes é na brincadeira, às vezes na concentração, às vezes no treinamento e às vezes no jogo, no dia a dia. Encaro isso com naturalidade, gosto desse desafio de ser líder e ajudar outros companheiros", comentou.

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