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Balanço do mandato: o que fizeram 7 ex-atletas que foram eleitos em 2014

Senador desde as últimas eleições gerais, Romário agora tenta ser governador - Renato Costa/folhaPress
Senador desde as últimas eleições gerais, Romário agora tenta ser governador Imagem: Renato Costa/folhaPress

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

24/08/2018 04h00

Seus candidatos a deputado foram eleitos em 2014? O que eles fizeram? Com o intuito de resumir a atuação dos ex-atletas mais famosos da vida política, o UOL Esporte listou abaixo sete parlamentares, federais ou estaduais, que assumiram mandato há quatro anos. Cinco deles tentam se reeleger neste ano, nas eleições gerais de 7 de outubro; outro tenta dar um salto na carreira política; e o último largou a profissão após ter tido o mandato cassado.

Confira abaixo um resumo dos mandatos de ex-atletas:

Senador Romário (RJ)

Envolvido no mundo político desde 2009, Romário de Souza Faria foi eleito senador com votação expressiva há quatro anos (4,6 milhões de votos). Desde então propôs 198 projetos, a maioria ligada à educação e aos direitos das pessoas com deficiência. Ao longo do mandato, votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, absteve-se quanto à MP do Ensino Médio e ajudou a adiar o pagamento da dívida dos estados com a União. Também foi a favor da Reforma Trabalhista e contra o afastamento do também senador Aécio Neves, então acusado no STF de corrupção passiva e obstrução de Justiça. Romário trocou de partido em 2017, deixando o PSB pelo Podemos, que o lançou candidato ao Governo do Rio de Janeiro.

Deputado federal Danrlei (RS)

Em 2014 o ex-goleiro e ídolo do Grêmio foi o segundo mais votado entre os candidatos à Câmara Federal, com 158 mil votos. Em seu segundo mandato, redigiu 25 Projetos de Lei, incluindo a proibição do uso de isopor em embalagens alimentícias (PL-5482/2016) e a proibição de importação e venda de carros movidos a diesel ou gasolina a partir de 2040 (PL 8402/2017) — ambas aguardam apreciação. Neste ano, Danrlei chegou a propor que parte da BR-448, na região metropolitana de Porto Alegre, passasse a se chamar “Rodovia Fábio André Koff” em homenagem ao ex-presidente do Grêmio que faleceu em maio, mas voltou atrás e retirou a proposta.

Quanto a seus votos, foi a favor do PL da Terceirização e também da Reforma Trabalhista, mas absteve-se quanto à criação do Fundo Eleitoral. Votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e, no ano passado, a favor de que o STF julgasse Michel Temer por obstrução de justiça e organização criminosa. Ele é candidato a reeleição.

Deputado federal Deley (RJ)

Eleito com 48 mil votos em 2014, o ídolo do Fluminense está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. No atual, pelo PTB, ele propôs 23 Projetos de Lei, entre eles a obrigatoriedade de os projetos de escolas conterem quadras poliesportivas (PL-6757/2016; pronto para pauta).

Deley votou a favor da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e também pela cassação do mandato de Eduardo Cunha. Já durante o governo Temer foi contra a Terceirização, contra a Reforma Trabalhista, e a favor do adiamento do pagamento das dívidas dos estados. Também foi a favor da intervenção federal no Rio de Janeiro, seu estado. O ex-jogador é candidato a reeleição.

Deputado federal João Derly (RS)

O ex-judoca aventurou-se na política em 2012, quando virou vereador de Porto Alegre, e dois anos depois elegeu-se para a Câmara dos Deputados com mais de 100 mil votos pelo PCdoB. Desde então propôs 42 Projetos de Lei, incluindo fiscalização e punição a casos de desigualdade social entre homens e mulheres (arquivado) e a elevação do jiu-jitsu a patrimônio cultural brasileiro (PL 8554/2017; aguarda relator).

Quanto a votações importantes na Câmara, João Derly foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff e também da cassação de Eduardo Cunha. Foi contra a Terceirização, a Reforma Trabalhista e o Fundo Eleitoral. Atualmente na REDE, ele é candidato a reeleição.

Deputado estadual Bebeto (RJ)

Eleito para seu segundo mandato sob o nome “Bebeto Tetra”, em 2016 o ex-atacante da seleção brasileira decidiu deixar o Solidariedade e voltar ao PDT (que tinha deixado dois anos antes). Neste ano passou ao Podemos, partido de Romário, tentando levar às urnas a projeção da "dupla do Tetra". Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Bebeto teve 22 leis aprovadas em seus dois mandatos. Nas votações, foi contra o aumento da alíquota previdenciária dos servidores, contra a privatização da Cedae e contra a aprovação da prestação de contas de 2016 e 2017 do governo de Luiz Fernando Pezão. Ele esteve ausente da votação sobre a revogação das prisões de três companheiros de Assembleia acusados de corrupção, associação criminosa e outros crimes. Bebeto é candidato a reeleição.

Deputado estadual Bobô (BA)

Eleito deputado com apenas 27 mil votos, Bobô foi o último colocado entre aqueles que entraram de forma direta (abaixo dele, quatro deputados se elegeram ‘puxados’ por seus respectivos partidos). No PCdoB, propôs uma série de PLs relacionados ao esporte. Um deles pede o reconhecimento da torcida do Bahia, clube do qual é ídolo, como “patrimônio cultural e imaterial” do estado. Ele é candidato a reeleição.

Ex-deputado estadual Jardel (RS)

Eleito sob o nome “Jardel Centroavante” e com ajuda de Danrlei, o ex-atleta acabou arrolado em denúncias e acabou cassado por unanimidade em 2016. Jardel perdeu o mandato após ser acusado de falsificar diárias e empregar funcionária fantasma, sem nem ao menos aparecer na Assembleia no dia da votação. Em sua defesa, o ex-deputado disse estar em depressão e alegou que a punição por parte dos colegas se deu por ele “fazer coisas certas”. Recentemente, ele admitiu o uso de drogas durante o mandato.

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