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Santos diz que EI quebrou contrato e busca rescisão: "nem canal tem mais"

Presidente quer melhorar o contrato do Santos com a Globo após romper com EI - Ivan Storti/Santos FC
Presidente quer melhorar o contrato do Santos com a Globo após romper com EI Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

20/08/2018 04h00

O presidente do Santos, José Carlos Peres, confirmou que o clube paulista busca a rescisão contratual com o Esporte Interativo após o fim de sua atividades em canais exclusivos na TV fechada, como já havia revelado o UOL Esporte. O dirigente revelou que pretende romper com o EI para melhorar o contrato do clube com a TV Globo e alega que há ‘brechas’ no contrato para que a rescisão seja efetuada de imediato.

Peres alega acredita que o acordo com Esporte Interativo é prejudicial ao Santos e que a empresa ‘quebrou o contrato’ quando perdeu os seus canais exclusivos de transmissão. Para ele, não faz sentido manter a parceria com jogos transmitidos nos canais TNT e Space, como deve ocorrer.

“A preferência [pela Globo] existiu no instante em que percebemos que a assinatura do contrato com o Esporte Interativo foi prejudicial ao clube. Calculamos que perderemos cerca de R$ 70 milhões de receitas. Isso é calculado, não é nada chutado. Então, a partir desse momento, fazemos um trabalho para sair do Esporte Interativo. Quem assinou com o Esporte Interativo vai perder quase 50% do contrato. A Globo é transmissão ao vivo aberta e mais o Premiere. O que ficou com o Esporte Interativo foi a TV fechada, as cotas internacionais e a internet. Só que a Globo, a partir do momento em que perdeu três produtos, ela achou por direito dela cortar 50% [do valor do Santos]. Se rompermos com o Esporte Interativo recuperamos esse valor”, afirmou Peres em entrevista ao UOL Esporte.

“Sem dúvida (romper agora com o EI). Bahia, Internacional, Coritiba, Atlético-PR e mais outro que não me lembro são os clubes que assinaram com o Esporte Interativo. Todos nós acreditamos que houve uma quebra de contrato. Estamos nos organizando para chegarmos a uma conclusão para diminuirmos esse prejuízo. Eles nem tem mais canal para transmitir, também. Levar para o TNT transmitir não faz sentido, não é isso que está no contrato”, disse.

O desejo de romper com a emissora existe desde o início da gestão do presidente José Carlos Peres, mas a multa de R$ 200 milhões sempre foi um impeditivo. A ideia de romper com o Esporte Interativo surgiu após a reaproximação do Santos com a Globo. A emissora carioca prometeu integrar o clube paulista no rol dos clubes que não fecharam com a concorrente desde o início.

O Esporte Interativo tem contrato com oito clubes da primeira divisão para a transmissão das partidas do Campeonato Brasileiro a partir de 2019: Atlético-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Internacional, Palmeiras, Paraná e Santos.

Um dos motivos para o fim do Esporte Interativo seria a aquisição da Turner, grupo dono do canal, pela AT&T, gigante de telecomunicações americana e proprietária da operadora SKY. Para se adequar às leis brasileiras, é necessário que o grupo reduza a operação para não ser acusado de abuso de poder econômico. Ficou decidido, então, que não valeria a pena manter uma marca local, como Esporte Interativo, e colocar em risco um acordo mundial.

Outros motivos para a decisão foram o corte de custos aliado ao momento de perda de assinantes na TV fechada no Brasil e a baixa audiência (exceto transmissões ao vivo da Champions League).

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