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Marcelo e Jesus: Tite liga para esquecidos e projeta volta até Copa América

Reuters/Matthew Childs
Imagem: Reuters/Matthew Childs

Pedro Ivo Almeida e Pedro Lopes

Do UOL, no Rio de Janeiro e em São Paulo

19/08/2018 04h00

Como de costume, o coordenador de seleções, Edu Gaspar, abriu a convocação da seleção brasileira na última sexta-feira (17) – a primeira após a Copa do Mundo. “Este primeiro momento será de muitas observações”, ressaltou o dirigente, deixando claro a busca de Tite por uma renovação na equipe. Ainda assim, o início do novo ciclo não significará um rompimento com a equipe que fraquejou na Rússia.

Esquecidos em um primeiro momento, os jogadores que estiveram no último Mundial e não foram chamados na última sexta-feira seguem nos planos – e na cabeça – de Tite. Preocupado em ligar individualmente para cada um dos dez nomes, o treinador projeta o retorno de muitos até a Copa América, primeiro grande objetivo do novo ciclo de trabalho.

Nomes como Marcelo e Gabriel Jesus, mesmo fora dos jogos de setembro contra Estados Unidos e El Salvador, voltarão em breve.

“É inquestionável falar do campeonato que fez o Miranda, ou do goleador que é Gabriel Jesus, ou de Marcelo”, ponderou Tite.

Geromel e Taison distantes

Na zaga, apesar da citação do treinador, Miranda já havia deixado as portas abertas para outros nomes e não chega a ser uma garantia das futuras convocações. A dificuldade em renovar a zaga, no entanto, pode forçar sua volta. Geromel, por outro lado, deve demorar a receber nova chance.

Os criticados Fernandinho e Paulinho, mesmo com menos prestígio também não chegam a ser cartas completamente fora do baralho. “Não estou aqui para servir a cabeça de ninguém na bandeja cheia de sangue”, disse Tite, que se preocupa em não culpar ou rotular jogadores em situações delicadas.

Danilo, na lateral, pode ter nova chance pela dificuldade de renovação no setor. Na frente, Taison não deve ter a mesma sorte. Com muitos jovens surgindo, o atacante perdeu espaço.
No gol, Ederson e Cássio estavam na lista de Tite. O primeiro acabou sendo dispensado por problemas pessoais, enquanto o corintiano foi preterido para que a seleção não desfalcasse ainda mais a equipe na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil – Fagner já estava convocado.

Daniel Alves nos planos

Fora da Copa e da primeira convocação pós-Rússia, Daniel Alves também não perdeu seu espaço. A questão do lateral do Paris Saint-Germain tem mais a ver com a recuperação de sua lesão no joelho. Pilar da geração e absoluto na posição, seguirá no radar de Tite ao menos até a Copa América de 2019.

Até lá, a seleção terá pelo menos mais seis jogos em datas Fifa – dois em outubro, dois em novembro e mais dois em março de 2019. A ideia é que a base da Copa de 2018 seja praticamente toda convocada até lá. Tite ainda considera a presença de nomes experientes importantes para conduzir a transição com os jovens visando o Mundial de 2022.

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