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Palmeiras contraria discurso de modernidade e cogita Luxa ou Felipão

LUIS GONÇALVES/PREVIEW.COM/AE
Imagem: LUIS GONÇALVES/PREVIEW.COM/AE

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

26/07/2018 11h07

O Palmeiras cogita contratar Luiz Felipe Scolari ou Vanderlei Luxemburgo para substituir o técnico Roger Machado, demitido na noite da última quarta-feira (25). Embora o discurso do presidente Mauricio Galiotte sempre tenha como bandeira a modernização da gestão, a pressão em ano político e a falta de opções no mercado fazem a diretoria estudar nomes que estão na ativa há 30 anos.

A situação também fez o atual comando promover a segunda quebra de contrato de um técnico que era aposta e não deu certo. A primeira havia sido com Eduardo Baptista, demitido para o retorno de Cuca. É por esse contexto que o time descarta, em um primeiro momento, nomes da "nova geração" como Jair Ventura e Zé Ricardo.

Segundo apuração do UOL Esporte, Luxa e Felipão ganharam força no Palmeiras por "conhecerem a casa". Apesar de despertarem rejeição imediata em parte da torcida e do Conselho, os dois comandantes são "cascudos" para lidar com o estilo de trabalho na Academia de Futebol, na avaliação de quem decide sobre o futuro no Alviverde.

Além da pressão por títulos, a diretoria sabe que o novo nome trabalhará nos próximos meses muito pressionado politicamente por conta da eleição presidencial marcada para o último trimestre do ano. Tanto Luxa quanto Felipão já atuaram em circunstâncias parecidas e, rotineiramente, faziam críticas públicas ao ambiente político do clube.

Outro experiente nome entre os técnicos brasileiros, Abel Braga já foi descartado. O treinador, que só prefere assumir o comando de clubes no início do ano, ficará ao lado de sua família pelo menos até dezembro. Em entrevista à Rádio Grenal nesta quinta-feira (26), Abel também descartou a possibilidade. "Eu estou na academia, não estou por aí. Eu não vou para lugar nenhum. Em janeiro eu vejo para onde eu vou."

A possibilidade de ir atrás de um treinador estrangeiro também não é vista com bons olhos, pelo menos em um primeiro momento. A falta de conhecimento de terreno e de mercado fazem com que a atual administração foque em nomes brasileiros.

Além dos problemas dentro de campo, Galiotte também precisa lidar com outro item de pressão no dia a dia do clube. Por conta da dívida com a Crefisa, ele tem visto as contas reprovadas nas últimas análises do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). As eleições presidenciais do Palmeiras irão acontecer em outubro deste ano.

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