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Jornal: Teixeira pediu ajuda a ex-presidente do Barça para ir ao exterior

Michael Regan/Getty Images
Imagem: Michael Regan/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

26/07/2018 09h28

O jornal “O Estado de S. Paulo publica nesta quinta-feira (26) que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira pediu ajuda ao seu amigo e ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell para deixar o Brasil e visitar uma ilha paradisíaca.

A informação é noticiada a partir da transcrição de uma conversa entre os dois ex-dirigentes captadas por um grampo realizado no dia 16 de abril de 2017 a pedido da Justiça espanhola em uma investigação referente a um caso de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No trecho revelado pelo jornal, Teixeira pede ajuda para ir à Tailândia e Qatar e, no contexto, dá a entender que quer ter garantia que nada ocorra. “Mas quero que me garanta que não me pegam. E também que não querem entregar as pessoas”, diz em um trecho Teixeira, que recebe como resposta, segundo o jornal. “O único lugar que penso que é perigoso para você, logicamente, é na casa dos gringos e, logicamente, na Europa”.

Na conversa, é citado o nome de um certo Tamine como nome de influência, mas não é detalhado na conversa quem seria ele. O jornal, porém, lembra que o emir do Catar tem um nome semelhante (Tamim bin Hamad Al Thani) e é investigado por suspeita de compra de votos para a Copa de 2022, sendo que Teixeira também é suspeito no caso.

A preocupação de viagens internacionais reveladas na conversa pelo jornal “O Estado de S. Paulo” aconteceu em um momento em que o nome de Teixeira estava em evidência por investigações ocorridas pelo FBI nos Estados Unidos e pelo Procuradoria na Espanha. Poucos meses depois, em julho de 2017, a Procuradoria Geral da República recebeu um pedido de prisão internacional contra o brasileiro.

Especificamente na Justiça espanhola, Teixeira tem o nome relacionado em uma investigação sobre lavagem de dinheiro de comissões recebidas por amistosos da seleção brasileira em contrato com a ISE no valor de US$ 26 milhões (R$ 96,7 milhões). Na última quarta-feira, a promotoria da Espanha pediu 11 anos de prisão para Sandro Rosell, que é acusado de lavagem de dinheiro e organização criminosa neste mesmo esquema. O ex-presidente do Barcelona já está na prisão desde 2017.

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