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Corinthians admite "lentidão" por master e quer "enfrentar" Odebrecht

Luis Paulo Rosenberg, Andrés Sanchez, Matias Antonio Romano e Roberto Gavioli em evento no CT - Gabriel Carneiro/UOL
Luis Paulo Rosenberg, Andrés Sanchez, Matias Antonio Romano e Roberto Gavioli em evento no CT Imagem: Gabriel Carneiro/UOL

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

26/07/2018 17h45

O presidente Andrés Sanchez convocou uma entrevista coletiva ao lado de outros três dirigentes do Corinthians para fazer esclarecimentos à torcida sobre o delicado momento financeiro do clube. Além da apresentação do novo diretor financeiro, Matias Antonio Romano, que assumiu há apenas três semanas, o evento contou com longa explanação de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano, sobre ações realizadas dentro do mandato.

O dirigente falou sobre a busca por um patrocínio master, que o clube não possui desde abril do ano passado, na saída da Caixa Econômica Federal.

"Nossa principal missão na parte do marketing é a venda do uniforme, e está acontecendo com uma lentidão maior que imaginávamos, mas avançando. Temos cerca de R$ 18 milhões de receita anual no uniforme. Está faltando metade do master, porque as costas estão vendidas e estamos trabalhando na venda do peito. E isso vai completar um faturamento dos mais altos no Brasil", afirmou Rosenberg, antes de enumerar diversas ações da gestão.

O diretor de marketing citou a criação de uma rede social para corintianos chamada "FaceNois", além de novos produtos interativos e parcerias sociais. "Basicamente, quando voltamos, adotamos o modelo de repetir a passagem da Série B ao Mundial modernizada, adequada à realidade." Construção de uma pista de boliche e um centro de convenções na Arena Corinthians foram outros pontos levantados pelo dirigente, assim como investimento em esportes eletrônicos.

Roberto Gavioli, gerente financeiro do clube, também relatou quatro dados sobre o momento financeiro do Corinthians, de contenção de despesas: redução do déficit em comparação ao primeiro semestre do ano passado em 58%; redução das despesas financeiras na ordem de 37%; passivos sem redução, mas com 50% referentes a dívidas refinanciadas do Profuf, com prazo de pagamento de 20 anos; e renegociação de contratos e conversas com credores, sem inadimplência que gere preocupação a curto prazo.

Corinthians quer "enfrentar" Odebrecht

Os representantes da diretoria do Corinthians dividem a questão financeira da Arena Corinthians em três pilares: renegociação da dívida, aumento da receita e diminuição das despesas. O clube acredita que esta gestão se aproximou de acordo com a Caixa Econômica Federal e já pensa nos próximos passos.

"Estamos resolvendo primeiro o problema com a Caixa e depois vamos para eles. Aí vamos partir para a outra briga, que é enfrentar a Odebrecht. O que é dívida com BNDES e Caixa e o que é dívida com a Odebrecht. Uma é com o Governo e outra com o setor privado. Quando você quer saber quanto custa o investimento, você paga o valor à vista dele, senão vira uma zorra. E a gente não aceita", afirmou Rosenberg, que vê R$ 1 bilhão como limite da dívida do Corinthians.

O Corinthians voltou a pagar as parcelas do financiamento do BNDES, de R$ 5,690 milhões, em abril deste ano, após longo período de carência. A dívida com a Caixa é de R$ 470 milhões, mas o clube espera desembolsar R$ 400 milhões e diz ter avançado na negociação nos últimos meses, com criação de garantias e fundos de reserva. Por outro lado, a Odebrecht teria deixado cerca de R$ 200 milhões em obras não realizadas, além do aporte de R$ 400 milhões antes do empréstimo.

"O que ela (Odebrecht) quer receber eu não quero pagar. E vou pagar o mínimo possível. Vai correr sangue, só isso."

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