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Malcom é o 7º capítulo da "história de amor" entre Barça e cartola da Roma

"Monchi", diretor da Roma, inspira o Barça no mercado da bola desde os tempos de Sevilla - Maurizio Lagana/Getty Images
"Monchi", diretor da Roma, inspira o Barça no mercado da bola desde os tempos de Sevilla Imagem: Maurizio Lagana/Getty Images

Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

25/07/2018 04h00

Desde que Antoine Griezmann optou por renovar com o Atlético de Madri antes da Copa do Mundo e frustrou os planos do Barcelona, o clube voltou suas atenções aos brasileiros para reforçar o ataque. Após tentar convencer o Chelsea a vender Willian até o último fim de semana, os catalães resolveram atravessar a Roma e anunciaram a contratação de Malcom na última terça-feira (24). O 'chapéu' não aconteceu por acaso.

Os 41 milhões de euros (R$ 179 milhões) que o Barcelona pagou ao Bordeaux por Malcom mostram que o clube também segue observando com grande atenção o trabalho do diretor da Roma, Ramón 'Monchi' Rodríguez Verdejo. Diretor de futebol do Sevilla por 17 anos, o cartola contratou seis jogadores que posteriormente foram vendidos ao Barcelona nos últimos dez anos, sempre por valores exorbitantes.

Goleiro do Sevilla entre 1990 e 1999, Monchi assumiu o cargo de diretor de futebol da equipe em 2000. Desde então, realizou vendas grandes de jogadores da base do Sevilla, como Sérgio Ramos, Jose Antonio Reyes e Alberto Moreno, e também gerou grandes quantias ao clube andaluz por vender caro jogadores que foram contratados por preços baixos.

Um dos principais "clientes" de Monchi no Sevilla nos últimos dez anos foi justamente o próprio Barcelona. Daniel Alves, Seydou Keita, Adriano, Ivan Rakitic, Aleix Vidal e Clément Lenglet, mais recentemente custaram ao todo 117 milhões de euros aos catalães, enquanto o Sevilla gastou pouco mais de 17,5 milhões de euros quando contratou os seis jogadores em questão.

As negociações envolvendo Sevilla e Barça e as chegadas de Malcom e Lenglet nesta janela de transferências fizeram com que o jornal Marca sugerisse aos catalães que contratem o diretor esportivo, em vez de somente novos jogadores. "A última coisa que aconteceu (chegada de Malcom) também alimenta a teoria de que seria melhor assinar com esse diretor esportivo com um faro tão bom."

"Dani Alves, Rakitic, Adriano, Keita e Aleix Vidal. Esses cinco jogadores foram do Sevilla para o Barcelona. Cinco negócios redondos que tiveram Monchi como o principal responsável. E, com exceção de Vidal, foram as contratações mais precisas do Barça nos últimos anos", escreveu o periódico em seu artigo.

Por mais que Malcom fosse apenas o plano C do Barcelona após as negociações envolvendo Griezmann e Willian fracassarem, Malcom chega à Catalunha com status de promessa, mas também com prestígio por suas últimas temporadas no Bordeaux. Além de pagar um preço menor pelo atleta de 21 anos do que Atlético de Madri ou Chelsea receberiam, o clube catalão deixa claro que não só segue observando jogadores, como também os atletas que interessam ao diretor com quem negociou tantas vezes nos últimos anos.

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