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Xodó do Atlético-MG ganha apoio de volante que superou três lesões graves

De 2014 a 2017, Lucas Cândido conviveu com o drama de três lesões graves no joelho - Bruno Cantini/Atlético-MG
De 2014 a 2017, Lucas Cândido conviveu com o drama de três lesões graves no joelho Imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

24/07/2018 04h00

No atual plantel do Atlético-MG, ninguém sofreu mais com as graves lesões que o volante Lucas Cândido. De 2014 a 2017, o ainda jovem jogador (24 anos) precisou superar três problemas no joelho, todos envolvendo ruptura dos ligamentos. Foram tantos problemas que ele quase desistiu da carreira. Hoje recuperado, Lucas comemora o fim do pesadelo sem esquecer do processo doloroso da recuperação.

Pelo menos, ele encontrou um ponto positivo em toda essa experiência negativa: a chance de ajudar companheiros que passam por desafios semelhantes. O mais recente a conviver com o drama foi Gustavo Blanco, que está em processo de recuperação de operação no joelho, com alta prevista para o ano que vem.

"Estou bem, fazendo meus reforços no joelho, apto para jogar até o final do ano se quiser. Mas tem que ter persistência. Eu converso com o (Gustavo) Blanco, que teve essa primeira lesão agora. Falo que já tive três e que não pode abaixar a cabeça. Fiz trabalhos com psicólogos, pensei até em desistir. Não é fácil mesmo. Ter uma oportunidade de ser titular hoje é uma vitória para mim", comentou Lucas, que voltou a jogar em abril e entrou na partida contra o Palmeiras, no domingo.

No início de julho, exames apontaram uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo de Blanco. O Atlético não divulga o prazo de recuperação do atleta, mas é certo que o volante de 23 anos só voltará aos gramados em 2019, interrompendo assim a bela temporada que vinha fazendo.

Ainda aos 20 anos, Lucas Cândido iniciou seu 'calvário' no início de 2014, pouco depois de ser titular no Mundial de Clubes. Uma lesão tripla no joelho o deixou de molho por praticamente um ano. Em 2015, assim como aconteceu com Blanco, Lucas se machucou nos treinamentos, perdendo mais oito meses da temporada. No ano passado, sofreu a terceira lesão no ligamento. Foi submetido à terceira cirurgia pelo médico Rodrigo Lasmar, do Galo e da Seleção Brasileira. Foi a hora de procurar a ajuda de psicólogos e refletir se valeria a pena continuar.

Lucas Cândido, do Atlético-MG - Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro - Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Imagem: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

"Sem Deus eu não teria base de nada. Depois da terceira lesão, fiquei muito para baixo. Estou sendo bem claro: vinha fazer fisioterapia e tinha várias dores no joelho, ficava preocupado à noite, não dormia. Pegava minha bíblia e orava. Agradeço a Deus, à minha família, que deu força e à ajuda do psicólogo que tive por um ano."

Nesta temporada, Lucas só havia realizado uma partida no Atlético-MG. Em abril, reestreou contra o Ferroviário, pela Copa do Brasil. No último domingo, foi escolhido para substituir Matheus Galdezani. E tem chances de ficar no time: o titular foi expulso já depois da partida em São Paulo. Se Thiago Larghi repetir a estratégia com três volantes, liberando Elias para o ataque, Lucas tem chance de ganhar uma nova oportunidade e formar o meio-campo com José Welison.

Lesões graves de Lucas Cândido somam praticamente três anos de recuperação:

  • 2014: entorse no joelho direito com ruptura do ligamento cruzado anterior, estiramento parcial dos ligamentos colaterais e rompimento do menisco (11 meses sem jogar)
  • 2015: ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo (8 meses afastado)
  • 2017: ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo (um ano e quatro meses fora)

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