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Loss vê futebol como resultado, mas defende trabalho: não caí de paraquedas

REUTERS/Paulo Whitaker
Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker

Do UOL, em São Paulo

24/07/2018 14h47

Substituto de Fabio Carille no comando do Corinthians desde maio, o técnico Osmar Loss admitiu, em entrevista ao "SporTV" nesta terça-feira (24), que os resultados são importantes para a sequência de seu trabalho. Depois de um início contestado, o treinador defendeu seu trabalho, disse que o time melhorou depois da parada para a Copa do Mundo e que espera uma evolução ainda maior nas próximas partidas.

"Eu sou um cara que confio nas minhas ideias. Não caí de paraquedas. Tenho uma história, no 11 contra 11, as táticas são as mesmas na base, no Sub-20 e no profissional. O que me deixa com a confiança de evolução é o feedback dos meus atletas em relação aos treinos e ao trabalho. Este é o elo de segurança", disse o treinador, que tem larga experiência nas categorias de base.

Loss, no entanto, admite que teve um início complicado. Ao assumir um time bicampeão paulista e campeão brasileiro das mãos de Carille, o treinador sofreu com a irregularidade em campo e com a perda de jogadores do elenco, mas acredita que a pior fase já passou.

"Nem perto disso (começo dos sonhos). Um começo muito mais difícil do que projetávamos. As dificuldades de troca de jogadores, de necessidade do início foram muito maiores do que as de hoje. Estávamos sem 10 jogadores em alguns dos jogos, a maioria com menos seis. Foi mais complicado, esse momento de insatisfação talvez seja decorrente deste período pré-Copa do Mundo", disse.

Desde o retorno do Mundial, o Corinthians disputou duas partidas no Brasileiro. Venceu o Botafogo em casa e perdeu para o São Paulo no Morumbi. "Nosso time está mais seguro, mais confiável. É questão de ajustes e tranquilidade. Vamos jogar em casa. Fazer valer esse valor de mando campo, essa melhora para tornar essa evolução em resultados".

Na oitava colocação do torneio nacional e na disputa da Libertadores e da Copa do Brasil, Loss sabe que não vai se livrar das cobranças por resultado, embora tenha recebido publicamente o respaldo do presidente Andrés Sanchez.

"O futebol é resultado. Um futebol vistoso que não vença não vai avançar muito com torcida, com pessoas que analisam o futebol. Não tem que pedir paciência, tem que buscar resultados. Independente do que tenha em mãos, eu tenho que fazer o time render. O resultado é o balizador", disse.

Porém, ele não acha que é mais cobrado por ser jovem. "A paciência para um treinador jovem e experiente é a mesma. A (cobrança) externa é pelo resultado, e a interna também tem uma percepção das ideias que estão sendo desenvolvidas", disse.

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