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Santos descarta estrangeiros e diz ter dois nomes; Chulapa será interino

Dirigentes não priorizam técnicos experientes, mas exigem "DNA ofensivo" - Divulgação/SantosFC
Dirigentes não priorizam técnicos experientes, mas exigem "DNA ofensivo" Imagem: Divulgação/SantosFC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

23/07/2018 17h07

O presidente José Carlos Peres, e o diretor executivo de futebol do Santos, Ricardo Gomes, concederam entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira para explicarem a demissão do técnico Jair Ventura e seu possível substituto. Os dirigentes confirmaram que o clube paulista já trabalha com dois nomes para o lugar de Jair e que descartam a contratação de um técnico estrangeiro.

“Tem alguns nomes, é verdade que tem uma tendência de treinadores estrangeiros. Tenho dois nomes, mas claro que não vou citar. São dois brasileiros. Você citou vários que podem assumir qualquer time no mundo, o que vale a pena é encontrar um treinador com identidade, que responda aos anseios da torcida do Santos e que fique por muito tempo”, afirmou Ricardo Gomes.

“Nós temos vários treinadores bons. Se fosse o início de uma temporada, poderia ser uma boa pedida um treinador estrangeiro. Mas no meio da competição, não. Os dois nomes que tenho são brasileiros”, disse Peres sobre técnicos estrangeiros.

O auxiliar técnico fixo do clube, Serginho Chulapa, comandará o time no duelo contra o Flamengo nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O UOL Esporte havia informado que Ricardo Gomes assumiria a função interinamente, mas o dirigente negou a informação e confirmou Chulapa contra os cariocas.

José Carlos Peres e Ricardo Gomes priorizam um treinador que se adapte ao DNA ofensivo do clube. A dupla alega que o novo treinador não precisa ser experiente, mas que tenha um perfil vencedor.

“Vou te citar alguns treinadores como competentes. Tem o competente novo e o medalhão, é competente. É um cara que tenha essas exigências citadas, que cumpra e corresponda através de resultados. Essa leitura precisa ser, infelizmente, jogo após jogo”, disse Ricardo Gomes, que prioriza apenas um técnico que priorize o futebol ofensivo.

“O futebol é de resultados. Precisamos encontrar um treinador com as características que a torcida pede, precisaremos de resultados no dia a dia. Uma gestão não é só a parte tática, tem muita coisa: vestiário, comportamento diário, muitas coisas que envolvem o novo prazo. Claro e evidente que o principal é o resultado. Encontrar um nome que preencha todos os requisitos. Daqui a dois meses não quero explicar o inexplicável. Poucos treinadores passaram por aqui nos últimos anos. Eu como adversário do Santos me lembro disso. Se eu falar que um treinador tem contrato de um ano e meio e depois só tem uma vitória, vou explicar o inexplicável. Acho que nesses dois nomes tenho boa possibilidade de sucesso”, completou.

Antes da parada da Copa do Mundo, o UOL Esporte havia revelado exatamente dois nomes que interessavam ao Santos para o lugar de Jair Ventura: casos de Abel Braga e Zé Ricardo.

O ex-treinador do Fluminense é o nome que mais agrada, mas é considerado bastante caro. Zé Ricardo receberia praticamente o mesmo que Jair Ventura: pouco mais de R$ 400 mil mensais, incluindo os integrantes da comissão técnica.

Após ser "bancado" pelo presidente José Carlos Peres durante o recesso da Copa do Mundo, Jair Ventura não resistiu no cargo depois dos empates contra Palmeiras e Chapecoense.

O treinador tinha contrato com o Santos até o fim desta temporada e receberá uma compensação financeira de um salário por conta da rescisão contratual. Jair soma um dos piores desempenhos de técnicos do Santos deste século. Em 39 jogos, ele conquistou apenas 14 vitórias, com 10 empates, 15 derrotas e aproveitamento de 44,4%.

"Como diretor tenho que entender a situação do clube. Eu já passei por essa situação como treinador e é triste, mas é a vida. Espero que isso não aconteça mais uma vez, seria uma decisão difícil. Agora temos que encontrar um nome para ficar um maior tempo. Essa cultura do futebol brasileiro, que vocês conhecem melhor do que eu, não é satisfatória para ninguém. Eu participei como jogador, voltei com outra cultura e tomara que consigamos dessa vez encontrar um nome para ficar no Santos bastante tempo. É importante para todos nós", explicou Ricardo Gomes.

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