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Fichado por roubo, atacante argentino admite atuação em morte de goleiro

Do UOL, em São Paulo

23/07/2018 21h40

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Preso desde a madrugada de domingo por conta da acusação de assassinato do goleiro Facundo Espíndola, o atacante Nahuel Oviedo admitiu participação na cena do crime durante esta segunda-feira. De acordo com Arturo Goldstraj, advogado do jogador que atualmente defende o San Telmo, na Terceira Divisão da Argentina, Oviedo de fato estava presente e participou da briga que terminou com o esfaqueamento de Espíndola, goleiro de 25 anos que tem passagem pela base do River Plate. De acordo com o representante legal do atacante, porém, ele não teve culpa no fim trágico da saída da balada.

"Nahuel teria participado da briga, mas não seria o autor da morte. Ele deu um depoimento longo e deu referências sobre a situação. Ele tinha a faca na mão, mas era propriedade de Ever Brizuela Cáceres, que aparentemente se dedica à pescaria e tem o item em seu porta-malas. As testemunhas dizem que Espíndola estava fora de si e Nahuel não teve intenção de fazer nada. Ele pensou que havia um ferimento, mas não desta gravidade", contou Goldstraj ao "Infobae".

Acusado por Nahuel Oviedo, Brizuela fugiu da cena do crime junto com o jogador do San Telmo, mas o veículo foi parado pela Polícia e ambos acabaram detidos. O advogado que tenta livrar Oviedo da prisão já defendeu o jogador em outros casos: ele foi preso em 2011 por tentar roubar joias em uma casa e em 2013 por nova tentativa de assalto, desta vez a mão armada, e agressões a uma mulher policial. Os antecedentes criminais renderam tempo máximo na prisão de três meses.

Nahuel Oviedo - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Na ocasião ele defendia o Huracán, com quem rompeu contrato após o episódio. Sete anos depois, uma coincidência: no mesmo dia do crime, ele disputou um amistoso pelo San Telmo contra o próprio Huracán. Desta vez a Polícia local acusa Oviedo de ter desferido o golpe que vitimou Espíndola durante uma briga na saída de uma cervejaria em Hurlingham. Tudo foi registrado por câmeras de segurança.

Jorge Espíndola, irmão do goleiro morto, mostrou revolta com o episódio: "Nossa família está na m... Não há justificativa para o que aconteceu. É algo selvagem. Seja qual for a discussão, meu irmão não voltará. Não sei o que aconteceu, não tenho ideia de nada. Vimos os vídeos e nada mais. Agora quero que respeitem minha dor e de minha família e que se faça justiça."

A Polícia local apreendeu e examina a arma do crime, que estava no local. O San Telmo se manifestou por meio de nota: "Diante das notícias de conhecimento público que envolveram um jogador do nosso plantel, não temos nenhum comentário a fazer, uma vez que todas as informações que temos são as divulgadas pela imprensa. Só nos resta dizer que lamentamos profundamente a perda de uma vida ocorrida nestas circunstâncias."

Morto na confusão, Espíndola estava sem clube. O goleiro jogou nas categorias de base no Chacaritas Juniors, River Plate e Lanús, estreando profissionalmente pelo Almagro.