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Vice do Sport revela "proposta ridícula" por Everton Filipe; Vasco responde

Everton Felipe não deve continuar jogando pelo Sport - Williams Aguiar/Sport Club do Recife/Divulgação
Everton Felipe não deve continuar jogando pelo Sport Imagem: Williams Aguiar/Sport Club do Recife/Divulgação

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

20/07/2018 20h18

A sexta-feira (20) foi de entrevista coletiva no Sport. E não foi qualquer uma. O vice-presidente do Sport, Guilherme Beltrão, abordou diversos temas polêmicos que envolvem o clube pernambucano e deu declarações fortes, incluindo o que chamou de uma ‘proposta ridícula’ feita pelo Vasco para contar com o futebol do meia Everton Felipe, jovem de 21 anos.

“Eu acho até deselegante uma pessoa fazer uma proposta ridícula como foi feita. Aquilo é ridículo. Não tem nem o que conversar. Everton Felipe, acho que precisa sair do Sport. Chegou a hora dele sair do Sport. É minha opinião. Mas ele vai sair se tiver alguma venda. Ele tem potencial e chegou a hora. Por enquanto, não temos proposta”, disse o dirigente.

Segundo apurou o UOL Esporte, o Vasco ofereceu um jogador do seu elenco para contar com Everton Felipe. Ou seja, uma troca simples, sem compensação financeira. O Sport, porém, crê no potencial de Everton Felipe e só irá liberá-lo em caso de venda.

Após tomar conhecimento das declarações, o Vasco se posicionou sobre a situação. 

"A gente respeita a análise do dirigente em relação à proposta, mas o Vasco, dentro da política de austeridade traçada em seu planejamento, só vai fazer proposta dentro daquilo que o clube pode e acha que é viável. Seguimos interessados no jogador e ponto final", disse em nota.

Vale lembrar que Everton Felipe já fez seis partidas pelo Sport neste Campeonato Brasileiro e, caso entre mais uma vez em campo, não poderá mais se transferir para times da Série A. Por esse motivo, não deve ser relacionado para o jogo de domingo (22), contra o Fluminense.

Revelado pelo Sport e também com passagem pela categoria de base do Inter, Everton Felipe tem contrato com clube pernambucano até fevereiro de 2022. Ele sofreu uma grave lesão em setembro do ano passado – rompeu os ligamentos do joelho esquerdo – e, após seis meses de recuperação, voltou a atuar em março. Em 2018, foi a campo oito vezes e marcou um gol.

Sport quita um mês de salários

O tema principal da coletiva de Guilherme Beltrão, porém, foi o atraso salarial dos jogadores. Segundo o dirigente, o mês de junho já foi quitado, restando agora só um mês de débito.

“O objetivo da coletiva, na verdade, é dizer que o dinheiro está na conta de todos os jogadores. Estamos devendo julho. A CLT vence no quinto dia útil. E o vigésimo dia. Os jogadores podem ficar até abusados com o que eu digo, mas o mundo do negócio é assim. O salário de maio vence em junho. Não tem isso. Eu só posso contar a partir do vencimento, não devemos maio. Devíamos junho. No quinto dia útil vence a CLT e no dia 20, os direitos de imagem”, disse.

“Hoje o Sport deve só o mês de julho. A imagem vence hoje, a de julho. E a carteira, no quinto dia útil. E nós vamos, com certeza, no início de agosto, estarmos pagando esse vencimento de julho e eu acho que dentro do contexto do futebol brasileiro, isso é aceitável diante da crise econômica”, acrescentou.

Outros assuntos da coletiva:

Bloqueio por Diego Souza e Caixa Econômica

Temos R$ 6 milhões bloqueados por causa de Diego Souza. Queremos resolver a curto prazo. E a questão da Caixa, há um entendimento, isso é questão jurídica, da liberação de um juiz que entendeu que a certidão (negativa, para a renovação contratual com o patrocinador) não poderia sair, mas que está dentro dos parâmetros. A decisão do juiz não se discute. Temos aproximadamente sete milhões de crédito da Caixa. Por isso a camisa ainda está estampada com o patrocinador.

Quando isso estiver resolvido, o dinheiro entra no clube. Toda essa dificuldade, essa guerra política que estão fazendo, vai se acabar. O Sport precisa e esse é meu objetivo: nove vitórias para terminarmos o ano. Temos de conquistar o mais breve possível. Se a gente conseguir isso, podemos pensar em coisas maiores na competição em um ano que foi tão tumultuado e que continuam tumultuando. Acho que o Sport está fazendo um trabalho muito bom.

Rescisões e saída de Agenor

Todo mundo que sai daqui, sai contente com o clube. Henríquez foi assim. Agenor estamos em fase final, é um cara extraordinário e vai seguir a vida dele. O cenário está bom para a parte final do ano. Mas a política, deixe eles trabalharem. Hoje estamos concluindo a rescisão dele, amigável. Ele é um rapaz de caráter, amigável. Ele tem mercado e eu acredito que vai dar tudo certo para ele, para Bocanegra, para Capa, para todos que foram embora. São pessoas queridas nossas.

Copa do Nordeste

Temos que acabar com Uniclinics, com Globos, sem falta de respeito. Mas não tem sentido. Temos de fazer a Liga do Nordeste por ranking. Em 2001, os clubes estavam falidos, Santa Cruz, Náutico, Fortaleza e Ceará, por aí. Outros clubes ressurgiram. Temos de fazer esse movimento que as federações não deixam. Uma das brigas que eu acho correta é esse Campeonato do Nordeste ser feito por uma liga com os grandes clubes. Eu até defendo uma competição de pontos corridos, com semifinal e final depois.

Alfinetada nos rivais

A gente passou por essa fase de readequação e eu estou sentindo que existe uma pressão que não favorece em nada ao Sport e nem ao futebol pernambucano. Se o Sport cair para a Série B é um desastre. Eu torço para que Náutico e Santa Cruz subam. Sou diferente, gosto de dar neles na Série B ou na Série A. Em 2006 foi assim, em 2007 também, ganhamos campeonato. Em 2008 a mesma coisa. Em 2009 também. Nós fomos campeões assim, com eles em divisões superiores a esta.

Contratações

O elenco hoje é enxuto demais. Houve mais uma reformulação dentro do Brasileiro e temos carência. Não temos um primeiro volante, apesar de Gabriel ter feito uma bela partida como segundo volante e Fellipe como primeiro, precisamos de um primeiro volante. De um camisa 9 também. A seleção não tinha um camisa 9, quanto mais o futebol brasileiro. E precisamos de um atleta de velocidade para puxar contra-ataque na hora que precisamos. É isso, basicamente.

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