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Empréstimo de Carlos Leite ao Vasco prevê pagamento com venda de Paulinho

Venda de Paulinho terá R$ 10 milhões do valor total destinados a empresário - Thiago Ribeiro/AGIF
Venda de Paulinho terá R$ 10 milhões do valor total destinados a empresário Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

25/04/2018 07h51

Em reunião realizada na noite desta terça-feira (24) na sede náutica da Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo do Vasco revelou detalhes do contrato de patrocínio com a empresa farmacêutica Lasa – que acabou não vingando – e os termos dos empréstimos do empresário Carlos Leite ao clube referentes à atual administração.

Como a maior parte do vínculo com a Lasa já era de conhecimento, a expectativa maior ficou por conta das revelações em relação às transações com o agente de futebol. No encontro, foi esclarecido que Leite emprestou R$ 10 milhões a gestão de Alexandre Campello e cobrou uma taxa de juros de 1,2% ao mês.

As cotas da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) de 2020 ficam como garantia e há ainda uma cláusula que obriga o Vasco a pagar imediatamente o débito com o empresário em caso de venda do jovem atacante Paulinho, maior ativo do clube atualmente.

O Cruzmaltino não pode dar como garantia as cotas de 2018 ou 2019 da Ferj por elas já terem sido antecipadas pelo ex-presidente Eurico Miranda.

Como os conselheiros interpretaram que os juros cobrados foram baixos e que não houve uma exigência por participação em direitos de jogadores, o contrato foi aprovado.

Para se ter uma ideia, Carlos Leite - que é vascaíno e indicado ao Conselho de Beneméritos - também emprestou dinheiro ao Corinthians, mas cobrou juros de 1,9%.

Paulinho possui uma multa de R$ 30 milhões de euros (cerca de R$ 127 milhões) e tem despertado o interesse de diversos gigantes europeus. Muitos acreditam que ainda nesta temporada ele deverá ser vendido.

Clube cobra multa da Lasa

Em relação à Lasa, já há um processo em curso onde o Vasco exige fazer valer a cláusula que obriga a empresa a pagar uma multa rescisória no valor de R$ 3,6 milhões.

A Lasa deveria ter pago R$ 10 milhões até o dia 31 de janeiro e mais R$ 8 milhões diluídos ao longo do ano. O prazo, porém, expirou e, mesmo com as notificações do clube, o valor não foi depositado, o que fez o Cruzmaltino optar pela rescisão de contrato.

Ambos os lados consideram reunião positiva

Responsáveis por obrigar a convocação da reunião ao colherem mais de 1/5 de assinaturas do Conselho Deliberativo, os membros de oposição classificaram o saldo como positivo ao forçarem a administração a prestar contas. Já conselheiros da situação ou ligados a Eurico Miranda ressaltaram que tudo foi esclarecido e que os contestadores não conseguiram apresentar argumentos contrários, o que levou a aprovação dos contratos.

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