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Grêmio monta ritual com exames, conversa e observação contra lesões

Renato Gaúcho mantém conversa individual para analisar desgaste do elenco do Grêmio - Lucas Uebel/Divulgação
Renato Gaúcho mantém conversa individual para analisar desgaste do elenco do Grêmio Imagem: Lucas Uebel/Divulgação

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

24/04/2018 04h00

O Grêmio jogará três competições nos próximos seis dias e deve mudar a escalação entre um compromisso e outro. Para chegar à definição de quem pode ou não atuar, o Tricolor leva em conta um protocolo que já rendeu uma espécie de ritual no vestiário. Além de testes laboratoriais e físicos, a comissão técnica aposta muito na conversa individual com os atletas e na observação dos treinos. É desse conjunto de elementos que sairão escalações para Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores.

Na quarta-feira, o Grêmio visita o Goiás. No sábado, atua contra o Botafogo no Rio de Janeiro. E na terça da semana que vem recebe o Cerro Porteño em Porto Alegre. O protocolo que reúne todos os itens foi adotado a partir de 2015, com mudanças na comissão técnica permanente do Grêmio. A partir da chegada de Renato Gaúcho, o lado científico ganhou acréscimo de outras áreas.

“Além de testes laboratoriais e físicos, a comissão técnica aposta muito na conversa individual”, disse Rogério Dias, preparador físico do Grêmio. “Eu tenho conversado bastante com o grupo. Eles são fominhas por natureza. Todos querem jogar. Mas o treinador precisa dar uma segurada… Eu gosto muito de conversar com o próprio jogador sentir dele como está. Ver se ele está bem, se está em condições. Troco bastante ideias com eles”, admitiu o treinador.

A conversa geralmente ocorre depois da revisão médica. Esse processo é realizado na reapresentação do elenco. Via de regra, a retomada dos trabalhos é no dia seguinte ao jogo mais recente. A partir do relatório médico e do papo com os jogadores, Renato passa a montar o quebra-cabeça com as peças à disposição. Sempre deixando uma margem para mudanças. Essa alteração pode vir do treino.

“Temos também os dados de desempeno nos treinamentos. Se o atleta cair de rendimento no treino, na nossa observação, a gente leva como outro sinal para levar o atleta ou não para o jogo”, contou Dias. “Nós temos sequência de jogos, maratona de viagens e desgaste. Desgaste físico e emocional. Acreditamos que o protocolo adotado deu certo”, completou.

O Grêmio tem mais 15 jogos pela frente até o recesso para realização da Copa do Mundo. Neste pacote, sete compromissos são fora de casa e, destes, quatro preocupam mais por envolver logística complexa, já que os deslocamentos maiores geram maior fadiga.

“Nós temos sequência de jogos, maratona de viagens e desgaste. Desgaste físico e emocional. O CK não tira e nem coloca ninguém em campo. Ele é mais uma ferramenta”, explica o preparador físico do Grêmio ao mencionar o exame que analisa a enzima creatina quinase e mede o nível de desgaste. Com maior registro no organismo, esse elemento indica desgaste físico maior e propensão a problemas musculares.

Na quarta-feira, às 19h30 (Brasília), o Grêmio estreia na Copa do Brasil de 2018 contra o Goiás. De lá, a delegação vai direto ao Rio de Janeiro no dia seguinte já de olho na terceira rodada do Brasileirão. Depois do jogo contra o Botafogo, o Tricolor dorme em solo carioca e volta a Porto Alegre apenas no domingo à tarde. E aí já inicia a curtíssima preparação para a quarta partida do grupo da Libertadores.

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