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TJD denuncia jogador acusado de se intitular do PCC. Atleta reage com B.O.

Juiz relata em súmula que jogador disse que é do PCC e ameaçou bandeirinha de morte - Reprodução site FPF
Juiz relata em súmula que jogador disse que é do PCC e ameaçou bandeirinha de morte Imagem: Reprodução site FPF

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

19/04/2018 04h00

O jogador do Paranavaí citado em súmula como integrante do PCC e autor de uma ameaça de morte contra o auxiliar de arbitragem será denunciado pela Promotoria da Justiça Desportiva do Paraná. O tribunal informou que o documento está sob análise para saber em qual artigo ele será enquadrado.

Maurim Vieira de Souza é o jogador acusado e foi categórico em negar a acusação. O lateral esquerdo falou que toda a polêmica gerada com a situação está manchando sua imagem e irá registrar um boletim de ocorrência por calúnia contra o juiz e o auxiliar da partida.

A disputa jurídica ocorreu depois que o juiz João Paulo Romano Queiroz marcou um pênalti na partida pela segunda divisão do Campeonato Paranaense entre Paranavaí e Independente. O relógio marcava 48min do segundo tempo e Maurim reclamou com o bandeirinha Alessandro Michel de Oliveira Domiciano que a bola não havia batido no braço dele. O árbitro escreveu na súmula que o atleta disse as seguintes palavras ao assistente:

"Seu ladrão, safado, você tem que voltar esse pênalti, eu sou do PCC e vou colocar o revólver na sua boca e você vai sentir o gosto da bala''.

Com base na súmula, a Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva anunciou que vai oferecer uma denúncia. O processo será julgado entre terça e quarta-feira da próxima semana. O caso será analisado por cinco auditores que darão o veredicto depois de ouvir acusação e defesa.

Além do processo desportivo, Maurim deve enfrentar uma investigação criminal. O advogado da Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná (Apaf), Eduardo Vargas, disse que os clientes registraram boletim de ocorrência contra o atleta. A assessoria de imprensa da Polícia Civil paranaense foi procurada, mas não deu informações sobre a apuração.

Maurim responde com B.O. por calúnia

O Paranavaí colocou a advogada do time para auxiliar a defesa de seu lateral. Maurim contou que vai registrar um boletim de ocorrência por calúnia contra o juiz e o bandeirinha. Acrescentou que a situação está atrapalhando a vida pessoal. A mulher e os sogros, que moram em Itaí (SP), estão muito preocupados. Além disso, o jogador conta que virou piada de grupos de WhatsApp da cidade.

“Saiu na imprensa em São Paulo, todo mundo na minha cidade me tirou como bandido. Meus amigos mandam prints que circulam na cidade. Para mim está a coisa mais chata do mundo".

Ele afirmou ainda que a carreira está prejudicada porque diante de tanta repercussão não acredita que será procurado por algum clube no segundo semestre. O atleta declarou que todos estes problemas são consequência de algo que não disse.

Em entrevista na terça-feira, Maurim admitiu que xingou o bandeirinha, mas ressaltou que em momento nenhum mencionou que era do PCC. Ele contou que pode ter ocorrido um mal-entendido. “Falei que não ia mais apitar jogo do ACP (Atlético Clube Paranavaí) e ele deve ter entendido PCC. Amanhã vou ver com minha advogada, pedir para ela me orientar”.

O UOL Esporte tentou por 10 vezes conversar por telefone com o advogado da Apaf e mandou mensagens no WhatsApp para comentar o boletim de ocorrência contra o bandeirinha e o árbitro. Os telefonemas não foram atendidos e as mensagens ficaram sem resposta.

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