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A hora do Rusch: jogada empresarial do Atlético-PR criou joia do Coritiba

Julio Rusch, revelação pinçada pelo Coxa em ambiente atleticano - Comunicação CFC
Julio Rusch, revelação pinçada pelo Coxa em ambiente atleticano Imagem: Comunicação CFC

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

24/02/2018 11h00

Julio Rusch foi responsável por sete dos 12 gols do Coritiba em 2018. Aos 20 anos, o jogador já era considerado um joia da base do Coxa desde 2013, em especial após a boa campanha no Brasileiro Sub-20 de 2017. O que poucos sabem é que o maior destaque da atual geração coxa-branca era para ser atleticano.

“Sou Gaúcho, natural de Candelária. Comecei no CAPA, de Colombo, e fizemos um amistoso contra o Coxa e acabei indo para o Coritiba”, conta Rusch, sobre o início de carreira. O CAPA é o “Clube Atlético do Paraná”, com cores diferentes, mas nome semelhante ao do maior rival coxa-branca, o Atlético-PR.

Fundado por empresários então ligados a Mario Celso Petraglia, presidente do conselho deliberativo atleticano, o CAPA era uma incubadora do Atlético, de onde saiu Alexsandro, hoje na Juventus da Itália. Gerido pelo Grupo Employer, o CAPA era uma extensão do PSTC, clube que revelou, entre outros, Fernandinho, do Manchester City, Jadson, do Corinthians, Dagoberto, ex-São Paulo, e Kléberson, pentacampeão mundial.

CAPA - Reprodução - Reprodução
Site do CAPA: Atlético-PR acabou com categoria infantil em 2006
Imagem: Reprodução

O Coxa levou Rusch e a aposta feita há 5 anos começa a dar frutos. Ansioso, o jogador acredita que já poderia ter colaborado com o clube antes. “Demorei um pouco para chegar no profissional, achei que estava pronto já, mas Deus sabe o que faz e hoje eu estou aproveitando a oportunidade que o Coritiba dá e posso estar retribuindo tudo que o Coritiba fez e ainda faz por mim.”

Rusch - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Os Ruschs
Imagem: Arquivo pessoal

Fato é que Rusch é o principal nome em um Coritiba que amarga a queda para a Série B em 2018 e, uma vez mais, recorre a base para subir. Dentro do elenco, a missão na temporada é muito clara. “A pressão existe, e quase aconteça o título, a gente precisa manter os pés no chão, por que a caminhada é longa até novembro, dezembro, e tá todo mundo muito unido e pode ter certeza que nós vamos lutar muito para alcançar”, disse ao UOL Esporte.

Identidade em criação, Juninho Pernambucano na mira

Rusch - Comunicação CFC - Comunicação CFC
Rusch acertou falta no travessão: 5 de 12 gols do Coxa em 2018 saíram dos pés dele
Imagem: Comunicação CFC

O começo foi difícil. O Coxa esteve ameaçado de eliminação no Estadual enquanto via o rival Atlético fazer uma fase de classificação impecável. Nas semifinais, a coisa se inverteu. “Não fizemos um começo de campeonato tão bom, né?”, comentou Rusch, “Mas ao decorrer da competição a gente foi evoluindo, fizemos bons jogos, e em consequência esses bons jogos acabaram levando a gente para a final”, considerou, sobre a decisão do turno, nesse domingo, 17h no Couto Pereira, contra o Rio Branco.

Contra o Uberlândia, quando o clube se classificou para a terceira fase da Copa do Brasil e arrecadou mais R$ 1,4 milhão em premiações, Rusch foi decisivo: cruzou para o primeiro e apareceu para fazer o segundo, de cabeça, com seus cerca de 1,70m. Antes, acertou uma bola na trave em cobrança de falta, arma de outros gols. “Todo dia eu pego a barreira depois do treino, fico treinando. Para ter a perfeição da batida, tem que treinar. Gosto muito do estilo da batida do Alex e do Juninho Pernambucano. São dois feras, me inspiro muito na bola parada deles.”

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