PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Presidente santista "bate cabeça" sobre Nenê e vê solução caseira para meia

Demissão do diretor de futebol executivo Gustavo Vieira ainda repercute na Vila Belmiro - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Demissão do diretor de futebol executivo Gustavo Vieira ainda repercute na Vila Belmiro Imagem: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

23/02/2018 13h41

O presidente José Carlos Peres “bateu cabeça” ao explicar sobre o interesse no meia Nenê, ex-Vasco e que acertou sua transferência para o São Paulo. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Vila Belmiro, o mandatário disse que “nunca pediu” o meia para Gustavo Vieira, dirigente demitido no início desta semana. Ainda enfatizou que o jogador não era de sua preferência e que nunca discutiu sobre o atleta.

O discurso, porém, contraria o que foi divulgado pelo próprio Santos. Em nota oficial nas redes sociais, o clube alegou que seu presidente pretendia contratar Nenê, mas não o fez por acatar a decisão de Gustavo Vieira.

“Nunca pedi o Nenê para ele. Nenê nunca esteve nas nossas pretensões. Nunca discutimos sobre isso. Pensamos no Nenê quando assinou com o São Paulo e foi abortado. Não era da minha preferência, é grande jogador, identificado, mas nunca disse que eu queria ou não. Nunca interferi no futebol. Quando presidente interfere, não há produção. Nunca falei sobre isso com ele”, afirmou o presidente santista em entrevista coletiva. 

O discurso na nota oficial do clube, divulgada no dia anterior, foi outro. “Peres recebeu de Gustavo a decisão de não contratar Nenê e, como não resolve as coisas na canetada, acatou, a despeito de discordar e querer, sim, o jogador”, trouxe o comunicado.

Ainda sobre a chegada de um meia de criação para substituir Lucas Lima, que deixou o clube no fim do ano para acertar com o Palmeiras, Peres alegou que não dará prazo para a chegada do reforço e fez questão de dizer que o jovem Diogo Vitor deve ser a grande aposta para o setor no momento.

“Não dou mais prazo. Prazo no futebol é mortal. Perguntaram do presente de Natal, disse que poderia e falaram da promessa. Na questão do meia, é um sonho que persiste, sem prazo. Diogo Vitor é um grande meia, estava perdido. Tratamos de renovar e apresentamos um meia. Não é o meia que achavam que viria, não dá para trazer o Messi. Ele trará resultados. Tínhamos a possibilidade de trazer o meia do México, mas infelizmente fechou a janela deles e não conseguiram trazer um jogador da Espanha”, disse.

José Carlos Peres e Gustavo Vieira entraram em rota de colisão. O dirigente foi demitido na última segunda-feira após discordância das partes na gestão do trabalho. A lentidão para concluir negociações foi a principal acusação dos dois lados.

Futebol