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Goleiro que acionou Ponte por adicional noturno sofre derrota na Justiça

Goleiro Roberto Volpato defendeu a Ponte Preta entre 2012 e 2014 - PontePress/GuilhermeDorigatti
Goleiro Roberto Volpato defendeu a Ponte Preta entre 2012 e 2014 Imagem: PontePress/GuilhermeDorigatti

Do UOL, em Santos (SP)

20/02/2018 18h00

A Ponte Preta divulgou nesta terça-feira (20) que conquistou duas vitórias no âmbito jurídico. Em seu site oficial, o clube campineiro informou que a Justiça julgou improcedente uma ação trabalhista movida pelo goleiro Roberto Volpatto, na qual o jogador pleiteava, entre outras coisas, adicional por participar de concentrações com o time. Além disso, foi arquivada uma denúncia da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenafap) em que ela tentava responsabilizar a Ponte Preta pelo ataque de torcedores aos jogadores em Viracopos, em setembro do ano passado.

Roberto, que defendeu a Ponte Preta entre 2012 e 2014, alegava na ação trabalhista uma diferença de 5% direito de Arena, descanso semanal remunerado de final de semana, adicional noturno e adicional por concentração - espécie de hora extra. Porém, ela foi julgada totalmente improcedente, como conta o advogado do clube.

“Apresentamos documentação comprovando que já recebemos o valor líquido da emissora com o desconto de 5%, ou seja, o valor de direito de Arena já descontado e encaminhado ao sindicato, sendo este o responsável pelo repasse. O adicional de concentração foi desqualificado porque não está em contrato, onde já é prevista a concentração, sendo, também, uma das atribuições do atleta e que tem como objetivo preservá-lo fisicamente”, disse o advogado João Felipe Artioli.

“É óbvio, desde que o futebol é futebol é assim: quando há jogo no final de semana e o atleta está atuando, o descanso será em outra data. Da mesma forma, a Justiça negou o adicional noturno porque faz parte da atribuição da profissão de atleta trabalhar de noite quando o jogo é noturno, não havendo disposição legal em sentido contrário”, acrescentou.

A cobrança de jogadores por adicional noturno, direito de arena e períodos em concentração com o elenco não é nova. Recentemente, o meio-campista Maicon e o lateral Edílson acionaram São Paulo e Corinthians, respectivamente, pelos mesmos motivos.

Processo da Fenafap arquivado

No caso da Fenafap, o órgão alegava que a Ponte Preta havia permitido a entrada de criminosos no aeroporto de Viracopos no desembarque após o jogo contra a Chapecoense para agredirem os atletas, e queria que fosse assinado um termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que o clube alvinegro fornecesse segurança nos moldes que a entidade desejava - ou, caso não assinasse, fosse proposta ação civil contra a Ponte Preta.

“Fundamentamos e mostramos com vídeos e fotos que provamos, sim, segurança capacitada aos atletas, tanto que impedimos que algo pior acontecesse. Além disso, o aeroporto é público e não cabe à Ponte impedir a entrada de ninguém. Não há como prever quando criminosos vão agir e tínhamos três seguranças que viajaram e dez presentes em solo e ficou claro que eles foram capazes de impedir o pior”, completou Artioli. O processo foi arquivado.

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