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Contra o Chelsea, Paulinho volta a Londres como coadjuvante de luxo

Vincent West/Reuters
Imagem: Vincent West/Reuters

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

20/02/2018 04h00

Na carreira vitoriosa de Paulinho, Londres remete a decepção – tanto do lado do jogador por não ter recebido as chances que gostaria para vingar no Tottenham, entre 2013 e 2015, quanto por parte do clube, que quebrou o próprio recorde por uma contratação ao investir 20 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões na época) e não obteve o retorno esperado. Após ressurgir na China, sob o comando de Luiz Felipe Scolari no Guangzhou Evergrande, o meio-campista retorna à capital britânica nesta terça-feira com o badalado Barcelona-ESP. O adversário será o Chelsea, em Stamford Bridge, às 16h45 no horário de Brasília, pelo jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões

O jogador da seleção brasileira volta à cidade como coadjuvante de luxo de Lionel Messi e Luis Suárez. Só a dupla marcou mais gols do que Paulinho no elenco blaugrana na temporada: 27 para o argentino, 20 na conta do uruguaio e oito no retrospecto do novato, que desembarcou no Camp Nou por 40 milhões de euros (R$ 150 milhões) no início da campanha.

Em menos de um ano na Catalunha, o ex-corintiano já pode superar o histórico de toda a passagem pelo norte de Londres.  Com 34 jogos pelo Barça, ele está a apenas duas bolas na rede de igualar os números totais pelo Tottenham, de 10 gols em 67 apresentações.

Paulinho ainda busca deixar a sua marca na edição em que estreia na Champions League. Jogou todas as seis partidas da fase de grupos – titular em três e saiu do banco nas demais. O Barcelona avançou invicto e líder da chave que teve a hexacampeã italiana Juventus como segunda colocada.

O meia surge como favorito para ocupar a única vaga que gera dúvida na escalação do técnico Ernesto Valverde. Titular na vitória (2 a 0) sobre o Eibar, no último sábado, o camisa 15 formou a equipe que Valverde mais utilizou em confrontos decisivos, ao lado de Sergio Busquets, Ivan Rakitic, Andrés Iniesta, Messi e Suárez do meio para frente – Philippe Coutinho não está disponível pois já defendeu o Liverpool no torneio vigente.

O triunfo fora de casa igualou o recorde 31 duelos de invencibilidade no Campeonato Espanhol alcançados anteriormente pelo Barça de Josep Guardiola em 2010-11. Os catalães lideram a competição com sete pontos de vantagem sobre o Atlético de Madrid, segundo colocado, e 17 de superioridade em relação ao arquirrival Real Madrid.

Um incômodo no pé direito de Paulinho, devido a uma fratura no quinto metatarso, em meados de janeiro, e desgaste físico podem abrir caminho para André Gomes começar o confronto com o Chelsea. Além da questão clínica, que fez o jogador receber um fisioterapeuta da seleção em Barcelona, ele não tem férias desde o início de 2017. Na atual temporada, ele só atuou menos do que Rakitic (38), Messi (37), e Busquets (35).

Em grande fase, incluindo a vaga na final da Copa do Rei, o Barcelona enfrentará um adversário imerso em ambiente turbulento. Atual campeão inglês, o Chelsea viu seu treinador Antonio Conte trocar farpas públicas com os dirigentes do clube por não concordar com a política de contratações da agremiação. Jornais ingleses de prestígio apontam a atual jornada como a última do italiano no comando técnico.

Na quarta colocação e 24 pontos atrás do impecável Manchester City no Campeonato Inglês, a equipe londrina chegou ao mata-mata ao avançar como segunda colocada do Grupo C, cuja primeira posição foi da Roma. Os Blues se vangloriam de nunca terem levado um gol de Messi nos oito encontros anteriores. No último confronto, o argentino perdeu um pênalti no Camp Nou na semifinal da Liga dos Campeões de 2012, e o Chelsea seguiu para o título diante do Bayern de Munique, na Allianz Arena.

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