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Tentativa de reforma em cobertura faz Ronaldo ser processado por vizinha

Ronaldo tenta construir uma piscina de vidro em sua cobertura nos Jardins desde 2011 - Vianney Le Caer/Invision/AP
Ronaldo tenta construir uma piscina de vidro em sua cobertura nos Jardins desde 2011 Imagem: Vianney Le Caer/Invision/AP

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

16/02/2018 19h21

O ex-atacante Ronaldo luta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra uma condenação que o obriga a pagar R$ 100 mil como indenização por danos morais à vizinha de uma cobertura que possui no bairro dos Jardins, em São Paulo. O processo aberto em 2011 está em fase de análise de recursos dos advogados do pentacampeão no STJ, sem previsão de conclusão. Além do valor da ação, já foram pagos R$ 38 mil por danos materiais e pede-se mais o montante de R$ 3 mil para "sessões de tratamento psicanalítico ao longo de 4 meses em virtude da perturbação sofrida" por parte da vizinha que processou o ex-jogador.

O UOL Esporte teve acesso à sentença do processo revelado pelo "BuzzFeed News" nesta sexta-feira. A reclamação de Marisol Liliana Zuleta Silva, que vive no 18º andar do prédio em que Ronaldo é proprietário de duas coberturas no andar de cima, é de uma reforma iniciada pelo ex-jogador em 2011 que causou "barulho e tremores, inundação de seu imóvel lhe ocasionando dano material de grande monta, perfuração e abertura de três buracos na laje onde está situada a cozinha deixando-a a céu aberto".

A obra chegou a ser embargada, mas teve continuidade sem atender à determinação do juízo e só foi paralisada após embargo administrativo da Prefeitura, que não concedeu alvará para continuidade. Os advogados de Ronaldo, por sua vez, dizem que "por conta do embargo da obra (...) não teve como proceder a providências urgentes referentes às infiltrações de água e demais reparos" e que "a paralisação das obras se mostrou mais prejudicial às partes". O ex-jogador ainda alega que a obra não causou danos à estrutura do imóvel de Marisol, o pedido de dano moral é improcedente, o pedido de indenização pelas sessões psicanalíticas é "absurdo" e não há dano moral, mas "mero infortúnio".

Em primeira instância, Ronaldo foi condenado a pagar R$ 240 mil como indenização, além dos R$ 38 mil para consertos e R$ 3 mil para terapia. Porém, o TJ-SP, apesar de manter a culpa do ex-jogador, reduziu o pagamento de danos morais para R$ 100 mil. Os advogados entraram com recursos e o caso segue na Justiça desta forma desde 2017, quando Ronaldo argumentou na Justiça que Marisol deseja enriquecer às suas custas. 

Ideia de Ronaldo era construir piscina - As obras iniciadas após a junção das duas coberturas do prédio nos Jardins tinham como intenção construir uma piscina de vidro de 1,5m de profundidade atravessando o teto da cobertura. Ele contratou uma empresa e pagou aproximadamente R$ 500 mil pelo serviço, que nunca foi completado. Ano passado, inclusive, ele entrou com processo contra empresa, construtora, arquiteto e engenheiro responsáveis pela obra que só foi 35% concluída. O ex-jogador pede o valor de volta referente a serviços não prestados, indenização e multa por quebra de contrato. 

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