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Grêmio dá terreno como garantia e ganha tempo em briga por P. Rocha

Atacante Pedro Rocha é alvo de disputa entre o Grêmio e o Diadema na Justiça - Silvio Ávila/EFE
Atacante Pedro Rocha é alvo de disputa entre o Grêmio e o Diadema na Justiça Imagem: Silvio Ávila/EFE

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

16/02/2018 14h12

O pleito do Diadema por 30% do valor absoluto da venda de Pedro Rocha para o Spartak Moscou, da Rússia, ainda está longe do final. No último dia 8, a 12ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre aceitou um imóvel do Grêmio como garantia no processo, com isso evitou que o clube paulista conseguisse bloquear valores do Tricolor na Justiça.

O imóvel foi ofertado pelo Tricolor como garantia de um eventual pagamento no processo e fica localizado próximo ao CT das categorias de base, em Eldorado do Sul. Segundo despacho do Foro, a avaliação aponta valor de R$ 16 milhões. O Grêmio avaliava o imóvel em R$ 26 milhões.

Independente do preço atribuído, o juiz responsável entendeu que o terreno é garantia para eventual vitória do Diadema no caso e aceitou tal situação a despeito do que solicitava o clube na ação original. A agremiação que pede 30% sobre os R$ 45 milhões recebidos pelo Grêmio na transação solicitou, em ação na Justiça, o bloqueio de recebíveis e contas do Grêmio.

Desta forma, o Tricolor ganhou tempo, não teve contas ou valores bloqueados e ainda aguarda julgamento do caso original. Segundo apurou o UOL Esporte, o Tricolor acredita que isso ainda arraste-se por um bom tempo.

Entenda a disputa

Pedro Rocha foi emprestado pelo Diadema ao Grêmio em 2014, no ano seguinte o clube adquiriu 70% dos direitos econômicos e a totalidade dos federativos do jogador. Com o bom desempenho, em 2016 o Grêmio comprou percentual restante.

No contrato original, o Tricolor previa repassar 30% de qualquer negociação ao clube paulista até o fim de 2015. Como a venda ocorreu apenas em 2017, os gaúchos defendem-se em contrato, revelado pelo UOL Esporte.

A ação movida pelo Diadema pretendia ciência exata dos valores envolvidos no acordo além de 30% do montante. Um dos argumentos do clube é que no balencete de 2016 do Grêmio, o clube ainda dizia ter apenas 70% dos direitos do jogador. O Grêmio alega que tal situação ocorreu em razão de um erro de atualização no documento.

Ainda não houve julgamento do mérito, ou seja, a Justiça não determinou se o Grêmio deve pagar ao Diadema ou não. 

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