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Após ano de adaptação, Borja será moldado para "deslanchar" em 2018

Palmeiras aposta em recuperação do atacante após temporada irregular - Ale Cabral/AGIF
Palmeiras aposta em recuperação do atacante após temporada irregular Imagem: Ale Cabral/AGIF

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

31/12/2017 04h00

Miguel Borja chegou ao Palmeiras no início de 2017 pressionado por uma expectativa altíssima da torcida e pelos R$ 35 milhões desembolsados por sua contratação, que teve grande aporte financeiro da patrocinadora Crefisa. Dentro de campo, em seu primeiro ano, passou longe de render o que se esperava. Mas a aposta no clube alviverde para a próxima temporada é que o colombiano "deslanche", adaptado ao futebol brasileiro e recebendo confiança internamente.

Borja fez 43 jogos em 2017, sendo 22 como titular, e marcou dez gols. Um desempenho razoável, mas nem próximo do artilheiro implacável que torcida e clube esperam que ele seja. Para efeito de comparação, no Atlético Nacional, clube que defendeu no segundo semestre do ano passado, o atacante de 24 anos marcou 17 gols em 27 jogos, sendo 23 como titular.

O jogador teve problemas com a barreira inicial do idioma e dos hábitos de um país diferente, mas a mudança mais citada por ele mesmo ao longo do ano foi dentro de campo. Acostumado a ser um finalizador puro na Colômbia, preocupado em explorar o espaço atrás dos zagueiros e receber cruzamentos ou passes em profundidade, ele sofreu com as exigências do jogo no Brasil, em que era obrigado muitas vezes a sair da área para participar da construção de jogadas e ajudar na fase defensiva.

Quem mais pediu a Borja coisas que ele não fazia na Colômbia foi Cuca, com quem o jogador chegou a perder a posição para Deyverson – um atacante que se sente mais à vontade brigando por bolas longas no pivô e iniciando a marcação pressão, dois pilares do estilo do treinador. Já com Alberto Valentim, o Palmeiras passou a jogar com passes mais curtos e criar mais chances para seu camisa 9, que viveu alguns de seus melhores momentos na reta final do ano.

Para 2018, a comissão técnica liderada por Roger Machado acredita que pode moldar a equipe e o atacante para que ele renda o máximo dentro de suas características, em vez de tentar adaptá-lo a novas funções. Os trabalhos só começam em 3 de janeiro, data da reapresentação do Palmeiras, mas a ideia preliminar é que ele pode funcionar no estilo planejado para o time. O trabalho deixado por Valentim, aliás, é visto com bons olhos pela nova comissão palmeirense.

Já a diretoria alviverde rechaçou sondagens sobre Borja durante o ano passado e demonstrou confiança na recuperação do atleta, que tem contrato até 2022 e é constantemente convocado pela seleção da Colômbia. O Palmeiras não fez contratações para o ataque até aqui, e o camisa 9 vai iniciar o ano enfrentando novamente a concorrência de Deyverson e Willian pelo posto de centroavante.

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