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Antes cabo eleitoral, Marcelo Teixeira tem relação estremecida com Modesto

Teixeira e Modesto seguem no mesmo grupo, mas união está ameaçada - Divulgação/SantosFC
Teixeira e Modesto seguem no mesmo grupo, mas união está ameaçada Imagem: Divulgação/SantosFC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

30/11/2017 11h00

A relação entre o atual presidente do Santos, Modesto Roma, e o ex-presidente Marcelo Teixeira, estremeceu nos últimos anos e, principalmente, nos últimos meses. Antes cabo eleitoral e considerado um dos responsáveis a eleger Modesto em 2014, Teixeira está insatisfeito com a gestão do atual mandatário santista.

Mas vale ressaltar que, apesar de suas insatisfações, Marcelo Teixeira ainda está mais próximo de Modesto Roma, em relação aos outros candidatos à presidência do Santos. O filho de Marcelo Teixeira, conhecido como Marcelinho, está na chapa do atual presidente santista. Além disso, a candidatura de Modesto foi lançada na chancelaria da Universidade Santa Cecilia, que pertence a Teixeira.

Entretanto, o UOL Esporte apurou que Marcelo Teixeira reprova altos salários e até possíveis regalias de dirigentes do Santos. Por conta disso, Teixeira até sugeriu a troca do vice-presidente do clube, César Conforti, por um candidato de sua confiança, entre eles, o advogado Norberto Moreira da Silva, vice de Teixeira em suas últimas gestões.

A ideia era colocar um vice que ajudasse Modesto a fiscalizar e organizar mais o clube paulista. Mas o presidente santista preferiu manter Conforti.

“É obvio que há divergências. Eu concordo com algumas coisas e ele discorda e ele concorda com algumas coisas que eu discordo. A nossa relação é fraternal, somos alinhados e fazemos parte do mesmo grupo. Mas não existe subserviência de minha parte e nem da parte dele. O problema é que existem pessoas que querem ser mais do que podem ser e ficam inventando essa divergência”, afirmou Modesto Roma ao UOL Esporte.

Segundo apurou o UOL Esporte, Marcelo Teixeira decidiu recuar na parceria com Modesto. Ele não concordou com algumas decisões da gestão do atual presidente e não quis colocar um vice na chapa.

“Vice é igual a casamento. Ele tem a visão dele e eu a minha. Não houve nada a mais dele ter indicado um nome e eu argumentei que minha relação com o Conforti era boa. Ele teve sempre o Norberto como vice dele e eu tenho o Conforti”, disse.

Teixeira ainda considera que o Santos precisa de uma reformulação nas categorias de base. Para ele, a “galinha dos ovos de ouro” do clube perdeu a sua identidade. Além de não revelar grandes astros como Robinho, Diego, Neymar, Ganso e companhia, os resultados em campeonatos são considerados pífios em sua visão.

A relação estremecida entre Teixeira e Modesto chegou aos ouvidos da oposição. Andres Rueda, da Santástica União, e José Carlos Peres, da Somos Todos Santos, monitoram a situação e não escondem que gostariam de ter Marcelo Teixeira de apoio.

“Conversei com o Marcelo e com o filho dele, o Marcelinho, e nos interessa sim (apoio de Teixeira). Nós só não abrimos conversa com a turma do Odílio Rodrigues (ex-presidente do clube), esse não queremos de jeito nenhum. Em relação ao Marcelo, será uma decisão dele. Talvez com esta denúncia de hoje (oposição suspeita de fraude na eleição), ele se sinta envergonhado e venha fazer parte do nosso grupo”, afirmou Orlando Rollo, candidato a vice-presidente de Peres.

“O Marcelo Teixeira apoiando qualquer chapa é importante pelo que ele representa na cidade e também ao Santos FC, mas ele foi o criador do Modesto e achamos difícil ele abandonar o Modesto”, disse Andres Rueda.

Marcelo Teixeira pode ser candidato a presidência do Conselho Deliberativo do Santos. Segundo pessoas próximas ao ex-presidente do clube, ele pretende governar um Conselho mais independente e mais fiscalizador, independente de quem seja o presidente do alvinegro praiano entre 2018 e 2020.

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