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"Prestar esclarecimentos sobre o quê?", indaga Eurico após ser intimado

Eurico Miranda criticou a entrevista coletiva concedida por delegada que o intimou - Paulo Fernandes / Flickr do Vasco
Eurico Miranda criticou a entrevista coletiva concedida por delegada que o intimou Imagem: Paulo Fernandes / Flickr do Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/11/2017 18h49

Em um dia agitado, após obter uma vitória na Justiça e ser intimado a depor pela Polícia Civil, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, concedeu entrevista coletiva em São Januário. Reclamando do foco do noticiário nos dias que antecedem a decisão deste domingo, contra a Ponte Preta, que pode garantir uma vaga ao Cruzmaltino na Libertadores, o dirigente se mostrou surpreso com a Delegacia de Defraudações, que exigiu sua presença nesta quarta-feira, às 14h, para prestar esclarecimentos sobre o que chama de “indícios de fraudes” na eleição do clube, ocorrida no último dia 7.

“Tínhamos que estar exaltando a campanha do Vasco. Vemos que o noticiário é outro. O que interessa é outra coisa. São coisas dirigidas. Tinha um julgamento hoje sobre um HD que tinha sido apreendido de forma irregular, era uma prova ilícita. Não podia ter outra decisão que não fosse a que tivemos hoje. Aí no mesmo dia temos uma entrevista de uma delegada de polícia... Tenho muito tempo nisso. Não me lembro de ver uma coletiva dizendo que tem um inquérito, indícios... nem sabemos que denúncia é. Não sei o motivo de ser convocado. Prestar esclarecimento sobre o quê? Não sei. Esse inquérito estaria sob sigilo, e ela vai e convoca coletiva, “declarou.

A questão da audiência envolvendo um HD, citada pelo dirigente, aconteceu na tarde desta terça-feira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O julgamento em questão avaliava a possibilidade de periciar ou não o banco de dados dos sócios apreendido desde agosto e que estava sob juízo. Por 2 votos a 1, decidiu-se pela devolução dos HD’s ao clube sem que eles fossem investigados, o que foi interpretado como uma vitória por parte do Eurico.

A oposição acreditava que esta perícia seria o grande “batom na cueca” que comprovaria o esquema de fraude na associação de pessoas ao Vasco.

Na entrevista coletiva concedida nesta terça pela delegada Patricia Aguiar, da Delegacia de Defraudações, a autoridade alegou que o clube descumpriu o prazo para entregar a lista de votantes, o que pode acarretar numa denúncia por crime de desobediência. Eurico, por sua vez, se mostrou tranquilo.

“Não tenho qualquer tipo de problema, nunca me furtei de nada. Tudo que foi solicitado o Vasco forneceu. A lista dos votantes nós já fornecemos há muito tempo. A delegada solicitou uns documentos, e, mesmo não sabendo baseada em que, tudo foi fornecido. Não há preocupação sobre isso”, disse.

Entenda a polêmica da eleição do Vasco

A urna 7 da eleição do Vasco ficou sub-júdice com 691 sócios sob suspeitas de irregularidades. No dia do pleito, 475 votaram, sendo 90% deles em Eurico, o que ajudou o atual presidente a vencer no somatório total. Na Justiça, porém, a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cívil, havia decidido por desconsiderar a urna polêmica, o que dava a vitória ao candidato de oposição Julio Brant, mas na semana passada, a desembargadora Marcia Ferreira Alvarenga concedeu um efeito suspensivo que voltou a dar validade aos sócios suspeitos até que se encerrem as investigações.

 

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