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Cruzeiro pagou quase R$ 2 milhões a Bento após demissão e dívida não acabou

Paulo Bento treinou o Cruzeiro entre maio e julho de 2016. Ele foi substituído por Mano - Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Paulo Bento treinou o Cruzeiro entre maio e julho de 2016. Ele foi substituído por Mano Imagem: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

23/11/2017 11h00

O Cruzeiro ainda tem uma dívida com Paulo Bento. Demitido em julho de 2016, o treinador tem mais duas parcelas de R$ 120 mil para receber dos mineiros. Desde a sua demissão, os mineiros já depositaram R$ 1,92 milhão em seus cofres.

O débito do clube com o lusitano se dá pelos moldes do contrato feito na Toca da Raposa II. Após a demissão, o Cruzeiro seria obrigado a pagar 100% dos salários até o fim do vínculo, previsto para 31 de dezembro de 2017. Os vencimentos do português em Belo Horizonte eram de R$ 400 mil mensais.

Caso se acertasse com um novo clube, Paulo Bento abriria mão do montante a ser recebido pelos mineiros automaticamente. O lusitano até fechou com o Olympiacos, da Grécia. Mas condicionou o acerto à manutenção de parte dos valores.

O treinador solicitou o recebimento de 30% do antigo vencimento até 31 de dezembro deste ano. Sem trabalhar desde março, quando foi demitido do clube grego, Bento segue faturando R$ 120 mil por mês.

Nessa quarta-feira (22), Bruno Vicintin, vice de futebol do clube à época do acordo, explicou o fato: "Paulo Bento tinha um contrato europeu. Ele, mesmo demitido, receberia o contrato até o final. Depois que ele foi demitido, logo depois, arrumou um emprego. O Paulo vai para o Olympiacos", disse o ex-dirigente.

"Os salários do Olympiacos são mais baixos que no Brasil e ele falou que só iria se o Cruzeiro continuasse pagando 50% dos salários. Acabou que o Cruzeiro aceitou pagar 30% do salário dele. O Cruzeiro pagaria 30% do salário. O Cruzeiro teve uma economia. É aquela história do copo meio cheio ou meio vazio", acrescentou. 

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