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Primo pobre do Flu em Porto Rico joga liga amadora e mira profissionalismo

Guaynabo Fluminense em ação em Porto Rico: time disputa liga amadora - Reprodução/Facebook
Guaynabo Fluminense em ação em Porto Rico: time disputa liga amadora Imagem: Reprodução/Facebook

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

31/10/2017 04h00

O oceano que separa o Brasil de Porto Rico dá uma boa medida das diferenças entre o pequeno Guaynabo Fluminense Fútbol Club e o xará mais famoso. Batizado em homenagem ao Tricolor das Laranjeiras, o pequeno time luta como pode para seguir com suas atividades.

Com o fim da liga profissional, extinta por problemas econômicos, o clube, que nasceu com o nome de Conquistadores, espera que o profissionalismo retorne ao futebol do país. Enquanto isso não acontece, o Guaynabo Flu disputa o torneio de amadores, que qualificará um time portorriquenho à Liga do Caribe, feito nunca atingido pelo time da "Capital dos Esportes" de Porto Rico.

Sem um estádio do porte do Maracanã, o clube manda suas partidas no Estádio José "Pepito" Bonano, também palco de partidas de beisebol, esporte mais popular do país da América do Norte. A estrutura modesta pode ser refletida em números. Para se manter durante a época de profissionalismo, o Guaynabo gastava cerca de R$ 200 mil dólares por ano (R$ 650,8 mil). De acordo com o site "Transfermarkt", o valor de mercado estimado apenas do atacante Peu, reserva de Henrique Dourado, é de cerca de R$ 944 mil.

"O clube foi fundado em 2004. Como tenho contato no Rio com algumas pessoas do Flu, conversei com alguns empresários em Porto Rico e resolvemos fundar o Fluminense. Fui até o Rio com eles e fizemos uma parceria para montar escolinha e fazer uma equipe para jogar em nível profissional aqui no país", lembrou o ex-técnico brasileiro Charles Gatinho, comandante do Tricolor de Guaynabo entre 2004 e 2008.

Escudo do Guaynabo Fluminense, time de Porto Rico - Reprodução/internet - Reprodução/internet
Imagem: Reprodução/internet

O xará menos famoso recebeu uma "chancela" do Flu carioca, mas os laços não são dos mais estreitos atualmente. Quando o técnico paraense esteve no comando do time, os intercâmbios eram anuais e muitos chegaram a treinar por um tempo em Xerém. Com sua saída, o vínculo que une os tricolores fica apenas no nome e no uniforme de jogo, uma cópia fiel da camisa usada por Henrique Dourado, Gustavo Scarpa e companhia.

Ainda que nunca tenha levantado um caneco, o Guyanabo Flu não fazia feio na época da Puerto Rico Soccer League, sempre ficando entre os quatro primeiros dos 12 que disputavam a taça. De acordo com o antigo técnico, a falta de grana sempre foi um problema que impedia o clube de conseguir a vaga para a disputa das competições continentais. Sem verba, os tricolores viram adversários como o Sevilla e o River Plate darem a volta olímpica.

"Para jogar torneios de nível Concacaf, o investimento é de uns US$ 300 mil por competição, mas aí a entidade também dá uma ajuda", explicou Charles.

Enquanto o homônimo tenta superar suas dificuldades a léguas de distância, o Flu também tem seus grandes desafios por aqui. Nesta terça-feira, o elenco se reapresenta e Abel Braga terá a última chance para fazer ajustes para o jogo decisivo diante do Flamengo, quarta, 21h45, no Maracanã. Como perdeu a partida de ida por 1 a 0, o Flu tem de vencer por dois gols de diferença para avançar de forma direta à semifinal da Copa Sul-Americana.

"Tem um peso enorme o jogo. Avançar de fase nos traz alegria e também para o torcedor. O Flamengo é um grande rival", resumiu o goleiro Diego Cavalieri.
 

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