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Petraglia celebra brigas com Globo e quer novo escudo para o Atlético-PR

Petraglia quer mudar escudo do Atlético e se inspira na Juventus - Reprodução
Petraglia quer mudar escudo do Atlético e se inspira na Juventus Imagem: Reprodução

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

27/10/2017 04h00

Mario Celso Petraglia voltou ao comando do Conselho Deliberativo do Atlético Paranaense com a pilha recarregada. Em reunião solicitada por um grupo de conselheiros no último sábado (21), para tratar de temas como a política de ingressos e restrições na Arena, Petraglia, que havia anunciado dias antes a volta ao cargo após uma licença de quatro meses, comandou a reunião e apresentou por três horas alguns projetos que renderão discussão interna, bem como atacou desafetos, incluindo alfinetadas na Rede Globo de Televisão.

O UOL Esporte teve acesso ao material apresentado na reunião e conversou com pessoas que acompanharam a apresentação.

Petraglia não respondeu objetivamente questões sobre a CAP S/A, empresa que gerencia a Arena da Baixada com a participação de seu genro, Luiz Volpato, e não comentou as dificuldades para renovar contrato com o goleiro Weverton tampouco as providências para liberar a grama sintética, vetada em arbitral de clubes para o Brasileirão 2018.

Com seu habitual estilo, Petraglia atacou os movimentos da torcida que questionam as decisões recentes do clube, qualificando-os de “oportunistas”, e afirmou que não há a menor chance de reatar laços com as torcidas organizadas. Nos próximos dias, um movimento de torcedores ligados a chapa Atlético de Novo, que concorreu com Petraglia ao clube em 2015, irá protocolar o pedido de uma assembleia geral de sócios que pretende mudar decisões políticas da diretoria. O estatuto dá poder aos sócios em relação aos temas da assembleia.

O presidente do conselho sinalizou que pretende propor mudanças no estatuto, com um novo modelo de governança, retratado abaixo:

Comitês gerenciando clube e mudanças no estatuto: novo modelo proposto - Reprodução
Comitês gerenciando clube e mudanças no estatuto: novo modelo proposto
Imagem: Reprodução

Novo escudo e novo mascote

Última mudança de escudo do Atlético ocorreu em 1997 - Reprodução
Última mudança de escudo do Atlético ocorreu em 1997
Imagem: Reprodução

A apresentação também trouxe outra polêmica: Petraglia quer mudar o escudo do Atlético e criar um novo mascote. Na apresentação, citou a Juventus, da Itália, como modelo a ser seguido para modernização da marca.

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, o presidente do conselho gestor, Luiz Sallim Emed, confirmou que uma empresa ligada à Disney está encarregada de estudos para a mudança de mascote e escudo. O mascote tradicional do Atlético é um “cartola”, mas nos anos 90 o clube apresentou informalmente uma repaginação com um “Furacãozinho”.

Críticas à Globo e ao modelo do futebol brasileiro

Apresentação de Petraglia ao conselho citou rusgas com a Globo - Reprodução
Apresentação de Petraglia ao conselho citou rusgas com a Globo
Imagem: Reprodução

Na apresentação, Petraglia citou a Rede Globo de Televisão ao relembrar o episódio em que rompeu com a emissora nas quartas de final do Brasileirão de 1996 e barrou a entrada dos caminhões de transmissão para o jogo contra o Atlético-MG, por não concordar com a distribuição de valores de cotas. Responsabilizou o ato pela consequente punição a ele e ao clube, envolvido em denúncias no Caso Ivens Mendes, em que o falecido diretor de árbitros pedia dinheiro a diversos dirigentes brasileiros e que rendeu a virada de mesa que manteve o Fluminense na Série A.

O Atlético iniciou o Brasileiro de 98 com pontuação negativa e com Petraglia banido do futebol, mas movimentos de políticos e das torcidas organizadas atleticanas na frente da sede da CBF, no Rio de Janeiro, fizeram com que o STJD reconsiderasse a punição ao cartola atleticano.

Depois, Petraglia comparou a arrecadação do Flamengo com a do Atlético e exaltou a assinatura de contrato com a Turner/Esporte Interativo, que duplicou a arrecadação do clube e trouxe novo formato de divisão de cotas entre os clubes brasileiros.

Areninha, naming rights, entretenimento e Mundial de Clubes

O cartola ainda afirmou que negocia com uma empresa o direito de nomear a Arena da Baixada, que já foi pioneira na ação no Brasil, em 1999. Ressaltou que o estádio é considerado um “centro de entretenimento” ao justificar os aluguéis que tiraram o time de casa na Libertadores e a cessão ao Paraná Clube – que pode voltar a acontecer ainda nesse ano.

Também projetou a criação de uma “Liga de futebol das Américas”, acima da Libertadores e a criação de um Mundial de Clubes de 4 em 4 anos, com mudanças no formato e nos critérios de participação, imaginando a presença do Atlético entre esses clubes no futuro de médio prazo.

Por fim, apresentou novo croqui do projeto da Areninha, ginásio anexo ao estádio, feito pelo arquiteto Carlos Arcos, de quem é primo, com destaque para o letreiro em que suprime o nome “Atlético”, destacando o Paranaense como denominação:

Areninha segue na pauta do presidente do conselho atleticano - Reprodução
Areninha segue na pauta do presidente do conselho atleticano
Imagem: Reprodução

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