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Clayson é conduzido por policiais e dá explicações após suposta agressão

Do UOL, em São Paulo

23/10/2017 23h03

O atacante Clayson foi conduzido ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) depois da derrota do Corinthians para o Botafogo no Engenhão. O atleta corintiano teve de dar explicações após uma suposta agressão a dois policiais e foi liberado minutos depois [no vídeo acima é possível ver a confusão aos 20 segundos].

"Eu não sabia quem era, achei que era alguém do quadro de arbitragem. Só coloquei a mão nele, abaixei a mão dele", disse Clayson, que em seguida entrou no ônibus do clube, ao lado de todos os companheiros.

Depois que a delegação do Corinthians saiu do Engenhão, o delegado Vinícius Domingos falou sobre o incidente. De acordo com ele, foi feito um registro de ocorrência depois dos relatos dos policiais, que estavam usando camisetas e não farda.

"Parece que ele deu um tapa em um dos policiais. A gente encaminhou os policiais para exame de corpo de delito. Estou requisitando as imagens para poder analisar. Depois que a gente colher todas essas informações, a gente vai encaminhar esse registro de ocorrência para o juizado do torcedor e grandes eventos para eles tomarem uma decisão final. Pode ser que eles tenham de voltar para uma audiência com o juiz caso a gente prossiga com o entendimento que haveria um crime. Se entender que não há delito, isso morre antes de chegar à justiça", explicou Domingos.

"Seria um delito de lesão corporal leve. A gente sabe que os ânimos ali estavam exaltados. Era uma partida de futebol. As pessoas acabam agitadas. Ele relatou que não tinha intenção o árbitro, tampouco os policiais. Depois de analisar as imagens, posso tomar uma decisão mais acertada. Pretendemos concluir amanhã mesmo e encaminhar à justiça, não há motivo para segurar isso na delegacia", completou.

No vídeo, é possível ver um policial dando um tapa na mão de Clayson, que revida e empurra o oficial em seguida. Momentos depois, o atacante se afasta do grupo e observa de longe a confusão. 

"Ele nem sabia da condição de policial. Eles [policiais] não trabalham com a farda tradicional, é uma camisa mais à vontade, embora esteja escrito polícia militar. Eles [Clayson e Carille] relatam que acreditavam que seria um conjunto de árbitros", frisou Domingos.

Segundo o diretor do Corinthians, Flávio Adauto, o incidente não foi sério e até mesmo o técnico Fábio Carille ajudou a esclarecer a situação como testemunha, assim como o quarto árbitro - o treinador deixou o estádio às 23h35, em um automóvel.

"Alguém estava procurando alguns minutinhos de fama. O Clayson explicou. Disse que nem sabia que era um policial. O camarada o empurrou e ele segurou o braço da pessoa. Um negócio bobo, sem a menor importância. Isso desvia o foco de um jogo que o Corinthians foi prejudicado e teve um pênalti mal marcado. Se fosse a favor do Botafogo, cairia o mundo", afirmou.

A confusão começou logo após o apito final do jogo, marcado pela vitória por 2 a 1 do Botafogo. Os jogadores do Corinthians cercaram o árbitro Rodrigo Batista Raposo depois de ele não assinalar pênalti do zagueiro Igor Rabello no atacante Jô no último lance do duelo.

Na ocasião, a chegada do botafoguense Bruno Silva esquentou os ânimos, pois o meio-campista se desentendeu com o lateral Fagner e ambos precisaram ser segurados por colegas para que uma briga não tivesse início. Tentando apartar a confusão, Felipe Bastos e Igor Rabello também se irritaram um com o outro, mas não chegaram a brigar.

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