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Dudu rejeita rótulo de ídolo e diz: "Obrigação jogar como no 2º tempo"

Dudu disse que ainda precisa ganhar mais títulos para ser ídolo - Marco Galvão/FotoArena/Estadão Conteúdo
Dudu disse que ainda precisa ganhar mais títulos para ser ídolo Imagem: Marco Galvão/FotoArena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

29/06/2017 16h34

Autor de dois gols no empate em 3 a 3 com o Cruzeiro, Dudu foi o escolhido do dia para conversar com a imprensa no Palmeiras. O capitão voltou a afirmar que a atuação do time no primeiro tempo do jogo da última quarta-feira não pode se repetir e afirmou que a obrigação do elenco é atuar ao menos com vontade.

O camisa 7 disse que entende a pressão da torcida por resultados, mas ressaltou que vários outros concorrentes também têm times fortes e precisam ser respeitados.

“Temos um time forte. O Cruzeiro é forte, o Grêmio é forte, o Atlético-MG. No Brasil os jogos são competitivos. Não temos obrigação de ganhar todos, temos a obrigação de jogar como o segundo tempo de ontem, lutar por essa camisa, lutar pelo torcedor que vai ao campo. Ganhar a competição vai do momento da equipe”, afirmou o atacante.

"Não queria ter tomado tres gols para depois o time começar a jogar. Tomamos dois de contra-ataque, não pode acontecer. Depois sabia que o time precisava de mim. Tive a sorte de conseguir fazer dois gols”, completou.

Dudu voltou a dedicar a vitória para Fabiano e para torcida e repetiu os elogios a Borja feitos logo após o jogo, na zona mista.

Campeão da Copa do Brasil de 2015 e do Campeonato Brasileiro de 2016, ele se consolida como um dos mais queridos entre os torcedores. Nesta quinta-feira (29), inclusive, ele fez apenas trabalhos de recuperação física, assim como os demais titulares. A diferença foi que ele foi recepcionado por fãs que levaram cartazes e se emocionaram no encontro.

Ele não esconde gostar do carinho, mas prefere rejeitar, ao menos por enquanto, o rótulo de ídolo palmeirense.

“Falta algumas coisas para me tornar ídolo aqui. Sou feliz pelo carinho por mim e pela minha família. Espero continuar assim para quem sabe me tornar ídolo. Hoje em dia, no Brasil o pessoal trata as pessoas como ídolo por pouca coisa. Conquistei Brasileiro e Copa do Brasil, mas no meu ver ainda falta um campeonato maior, que pode ser a Libertadores”.

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