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Audiência por Maracanã vira bate-boca e amplia guerra entre Fla e Botafogo

Presidentes do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, e do Flamengo, Bandeira de Mello - Montagem/UOL
Presidentes do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, e do Flamengo, Bandeira de Mello Imagem: Montagem/UOL

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/04/2017 17h51

A audiência pública sobre o futuro do Maracanã se transformou em bate-boca nesta quinta-feira (27) na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Maiores interessados no processo do estádio, os presidentes de Flamengo (Eduardo Bandeira de Mello) e Fluminense (Pedro Abad) chegaram cedo ao local para acompanhar as explanações dos deputados.

No entanto, o mandatário vascaíno Eurico Miranda e o alvinegro Carlos Eduardo Pereira adentraram ao recinto no decorrer da audiência e um novo capítulo na guerra entre Flamengo e Botafogo foi acompanhado pelos presentes. A rivalidade entre os clubes aumentou desde que o Rubro-negro contratou o volante Willian Arão.

“A minha sugestão é que a gente desarme os espíritos e discuta o que é justo. O Maracanã deve ser de todos, assim como é o Nilton Santos [Engenhão]. Só o Flamengo não pode jogar lá, pois é um clube que não tem ética e trata os temas com modos inadequados”, afirmou o presidente botafoguense.

“Eu achei estranho. Estou acostumado a estar em um ambiente com pessoas educadas. Ele disse que o Flamengo não adota ética. Mas o Flamengo nunca faltou com a ética. Pelo menos na minha gestão. É um absurdo”, respondeu Bandeira de Mello, sendo contido pelo deputado Chiquinho da Mangueira, presidente da audiência.

O clima continuou pesado entre as partes. Eurico Miranda se posicionou de forma contundente contra a entrega do Maracanã - em uma nova licitação - a apenas um clube.

“A posição do Vasco é clara. Que tenha nova licitação, mas é preciso tratamento isonômico dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. O que não pode é ter condições de permitir a mutreta, a sacanagem que aconteceu esse tempo todo. A gestão é outra coisa. Não pode ter um clube gerindo o Maracanã. O estádio não é do Flamengo. É do povo. E o Vasco faz parte desse povo”, encerrou.

Uma nova audiência sobre o futuro do Maracanã está marcada para o dia 9 de maio. Desta vez, a reunião acontecerá na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, com promessa de clima quente.

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