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Chegada de Mano e acordo por Sóbis: o processo de montagem do Cruzeiro 2017

Sucesso do Cruzeiro de 2017 passa pelo planejamento que começou há quase um ano - Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Sucesso do Cruzeiro de 2017 passa pelo planejamento que começou há quase um ano Imagem: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

24/03/2017 04h00

Dos 20 clubes que disputarão o Brasileirão deste ano, o Cruzeiro é o único que ainda está invicto na temporada. Até o momento, já foram realizados 15 jogos, dos quais o time mineiro venceu 12 e empatou os outros três. Apesar de ainda não ter passado por grandes testes (com exceção do clássico contra o Atlético-MG), a equipe já chama atenção neste início de ano. E parte desse bom momento começou lá atrás, há pelo menos nove meses, com o planejamento em longo prazo da diretoria.

As chegadas de Bruno Vicintin e Mano Menezes se confundem no Cruzeiro. Ainda em 2015, o então superintendente das categorias de base foi promovido ao cargo de vice-presidente de futebol. Seu primeiro ato ao lado de Gilvan foi demitir o técnico Wanderlei Luxemburgo e o diretor de futebol Isaías Tinoco. No dia seguinte, Mano iniciava sua primeira passagem no clube. Após um semestre na China, o treinador voltaria à Toca da Raposa em julho do ano passado. Apesar da necessidade de afastar o time do rebaixamento, a confiança no professor já permitia que eles começassem ali o planejamento para a temporada 2017.

“A gente começou a montar o time na janela de 2016 do meio do ano, quando vieram jogadores importantes, como Sóbis, Ábila, Rafinha e Robinho, principalmente. O Mano também ajudou muito na formação do elenco em 2017. Eu perturbei muito ele nas férias, brinquei com ele, a gente conversava diariamente para falar sobre o andamento das coisas, porque a janela é muito dinâmica e a gente precisa estar em contato muito próximo”, comentou Vicintin, em entrevista ao UOL Esporte.

Terminado o ano, Mano realmente não teve folga. Contratações como as de Caicedo, Diogo Barbosa e Hudson não só passaram pelo seu crivo, mas tiveram a indicação do treinador. Fora das quatro linhas, a diretoria ainda se reestruturou, trazendo o ex-volante Tinga para fazer a ponte entre o departamento de futebol com os jogadores e antigos companheiros. Pouco depois, Klauss Câmara passou da base para a diretoria do futebol profissional, chegando com créditos após conseguir repatriar Thiago Neves e Lucas Silva.

Além de reformular o departamento de futebol e contratar reforços pontuais, o Cruzeiro também se organizou para enxugar os gastos. A economia que já estava sendo feita deste o início do ano passado continuou. O clube conseguiu negociar por empréstimo ou em definitivo a saída de mais de 20 atletas que não faziam parte dos planos. Tudo isso para deixar a equipe ainda mais encorpada e novamente no caminho dos títulos, que não chegam desde 2014.

“Agora eu espero ser campeão. Ser campeão está no DNA do Cruzeiro. Qualquer gestão é coroada por títulos. Fiz parte da diretoria em 2013 e 2014, mas eu acho que conquistar títulos sendo vice de futebol seria ainda mais gostoso. É isso que eu desejo e o que a torcida espera. Que a gente tenha um ano de paz e que a política não atrapalhe o clube. Hoje temos profissionais, tanto na comissão técnica, como no elenco, como na diretoria, capazes de dar grandes conquistas”, definiu.

Neste primeiro semestre, o principal desafio celeste será vencer o estadual, o que não acontece há três anos. No momento, o clube é o segundo colocado na tabela, atrás do rival Atlético, mas está praticamente garantido na semifinal do torneio.

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