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Vasco é alvo de três marcas e caminha para fim de parceria com a Umbro

Nos bastidores, dão como certa a troca de fornecedor no Vasco ao fim do ano - Divulgação/Vasco
Nos bastidores, dão como certa a troca de fornecedor no Vasco ao fim do ano Imagem: Divulgação/Vasco

Bruno Braz e Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/01/2017 04h00

Ainda tentando se recuperar financeiramente, o Vasco trabalha para colocar em prática a meta de receitas prevista em orçamento para 2017 de R$ 262 milhões. E uma das novas fontes de renda poderá vir do fornecedor de material esportivo.

O clube é alvo de Adidas, Nike e mais uma multinacional de nome ainda não divulgado. Atualmente, o Cruzmaltino possui vínculo com a Umbro até o fim do ano e, nos corredores do São Januário, já é dada como certa a não renovação com a empresa inglesa, que havia fechado contrato de 3 anos e meio por R$ 56 milhões, contemplando valores em dinheiro, material, royalties e premiações.

Segundo pessoas ligadas ao Vasco, já há até mesmo uma recomendação às lojas oficiais de que diminuam os pedidos de material em virtude da iminente troca de marca ao final da temporada.

Após a publicação da reportagem, o Vasco informou, através de nota oficial, "que a Umbro é parceira, não existindo nenhuma negociação com outra empresa de material esportivo". O UOL, no entanto, mantém a apuração inicial.

Vasco quer aumento para renovar com a Caixa

Em ação mais imediata, o clube tem tratativas para a renovação de patrocínio com a Caixa Econômica Federal. E quem cuida disso diretamente em Brasília (DF) é o presidente Eurico Miranda, que tenta aumentar os valores da parceria em comparação ao que foi pago em 2016.

Em 2015, quando estava na elite, o Cruzmaltino recebeu R$ 15 milhões. Com o rebaixamento no ano seguinte, os valores caíram pela metade, indo para R$ 7,5 milhões, mais uma bonificação de R$ 1,5 milhão com o acesso.

O desejo de Eurico é o de que o Vasco volte aos mesmos R$ 15 milhões de 2015. As negociações, no entanto, estão longe de um acordo e ainda é incerta a possibilidade de que o clube novamente receba tal montante.

Uma primeira movimentação do banco estatal indica um aumento, mas ainda menor que o valor desejado pelo cartola, e o impasse segue.