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Tite aposta em 'treinos' via WhatsApp e telefone em início na seleção

Tite gesticula durante treino da seleção. Orientação não ocorreu apenas no campo - Pedro Martins/Mowa Press
Tite gesticula durante treino da seleção. Orientação não ocorreu apenas no campo Imagem: Pedro Martins/Mowa Press

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Quito (Equador)

31/08/2016 06h00

Mesmo com mais de dois meses de trabalho na CBF, Tite não tem muito tempo para preparar seu novo time visando a estreia à frente da seleção brasileira. Mais precisamente falando, serão apenas seis horas no campo com os jogadores antes do aguardado duelo contra o Equador, na quinta-feira (1), pela sequência das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. E para minimizar o prejuízo, o novo comandante e sua comissão apostaram na tecnologia dos smartphones fora das quatro linhas.

São os modernos celulares que facilitam o início de trabalho de Tite. Antes mesmo de juntar o grupo em Quito, Tite e seus auxiliares fizeram questão de entrar em contato com todos os convocados através de ligações e mensagens no aplicativo WhatsApp. A ideia era passar para cada um deles qual seria a proposta deste começo de jornada e explicar a função que cada atleta poderia desenvolver em campo. O uso deste tipo de tecnologia já era utilizado pelo treinador em seus tempos de Corinthians.

"Esses vídeos foram fundamentais. São vídeos que ele nos mandou para explicar como seria o trabalho, mostrar como funciona. Você chega para o treino e entende mais o que ele está pedindo", explicou o meio-campista Casemiro, procurado pela comissão técnica quando ainda estava na Espanha, defendendo o Real Madrid.

"Precisávamos encher a cabeça com as ideias dele, absorver o quanto antes. Ele já adiantou antes de chegarmos o que queria coletivamente. Facilita a proximidade", completou o lateral Daniel Alves.

Tite não esteve sozinho nessa função. Os auxiliares Cleber Xavier, Mateus Bachi e Maurício Dulac também repassavam mensagens e imagens de posicionamento de equipes do treinador em campo, tirando dúvidas quando surgiam.

No hotel que serve de concentração para a seleção em Quito, membros do estafe da CBF também informaram que é comum ver Tite debatendo posicionamento e propostas de jogo com seus comandados durante refeições e tempos livres. Muitas vezes, inclusive, o técnico é procurado pelos jogadores para a conversa.

Longe dos celulares e das conversas no hotel, a seleção já realizou dois treinos no estádio Casablanca, casa da LDU. No primeiro deles, na segunda (29), treinamento exaustivo contra bolas paradas - o temor da comissão técnica na altitude da capital equatoriana. Na terça (30), uma atividade tática fechada à imprensa. Nesta quarta, já no Estádio Olímpico Atahualpa, palco do jogo de quinta, mais um trabalho para colocar em prática os treinos via WhatsApp.

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