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Como o Corinthians fez Inter ganhar R$ 1,2 milhão com Pato

Pato deixou o Beira-Rio em 2007; hoje, está no Villarreal - Divulgação/Villarreal
Pato deixou o Beira-Rio em 2007; hoje, está no Villarreal Imagem: Divulgação/Villarreal

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

27/07/2016 06h00

O Corinthians é fonte de uma receita extraordinária aos cofres do Internacional. Juntando as duas transferências de Alexandre Pato, em 2013 e 2016, o clube gaúcho vai lucrar quase R$ 1,2 milhão. O dinheiro é reflexo do mecanismo de solidariedade da Fifa, popularmente chamado de direito de formação de atletas.

Pato jogou no time principal do Inter por menos de um ano, mas antes se formou nas categorias de base do clube. Por conta disso, o Colorado tem direito a 2,17% dos 5% do mecanismo de solidariedade.

Este percentual garantiu ao Internacional, em 2013, R$ 878.850 em virtude do negócio entre Milan e Corinthians. À época, Alexandre Pato foi negociado por 15 milhões de euros (R$ 40,5 milhões na cotação daquele momento).

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A regra da Fifa determina que o clube cessionário (ou seja, o comprador) pague os formadores. Mas durante as negociações, variando de caso a caso, é possível que o vendedor exija cifras livres de ônus - como essa quitação do mecanismo de solidariedade.

O regulamento também estabelece prazo de até 30 dias, após a conclusão oficial da transferência, para pagamento dos formadores. Depois disso, o clube interessado pode fazer a reivindicação de sua fatia.

O Inter, portanto, terá um mês para receber mais uma grana extra. O Corinthians confirmou, na terça-feira, a conclusão do negócio com o Villarreal-ESP. Por 3 milhões de euros (R$ 11 milhões). O clube gaúcho, portanto, terá direito a pouco mais de R$ 238 mil.

A formação de jogadores catapultou o Internacional a outro patamar nos últimos 15 anos. Alexandre Pato não foi o primeiro a ser negociado por altos valores, mas chamou atenção por ter saído com apenas 17 anos e por 24 milhões de euros, em 2007. Quase 10 anos depois ele ainda rende lucro ao Colorado.

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