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O que Mano encontrará de diferente em seu retorno ao Cruzeiro

Apesar do cenário parecido, Mano encontrará um plantel mais qualificado em seu retorno - Geraldo Bubniak/Light Press/Cruzeiro
Apesar do cenário parecido, Mano encontrará um plantel mais qualificado em seu retorno Imagem: Geraldo Bubniak/Light Press/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

26/07/2016 06h00

Mano Menezes está muito próximo de voltar ao Cruzeiro. Após demitir o português Paulo Bento na última segunda-feira, o clube mineiro encaminhou o acerto com o velho conhecido e que curiosamente foi um dos últimos responsáveis por gerar grandes expectativas no torcedor celeste. Desde que Mano deixou o clube, em dezembro de 2015, o Cruzeiro não conseguiu se encontrar e passou sete meses sem convencer a torcida, impaciente com rendimentos para lá de irregulares. Mas apesar do pouco tempo desde a sua saída, o comandante ainda vai encontrar algumas coisas diferentes na Toca da Raposa. O cenário desesperador se assemelha ao do ano passado, mas as peças à disposição e a confiança no trabalho são bem diferentes.

Veja o que não mudou no Cruzeiro desde a saída de Mano e o que o treinador encontrará de novo em seu retorno ao clube mineiro:

Sua contratação é ainda mais emergencial que em 2015

Tanto em 2015, quanto em 2016, o cenário é parecido. Nas duas ocasiões, Mano Menezes não tinha a necessidade de montar um time para a temporada seguinte ou começar os trabalhos no começo do ano, mas, sim, para apagar o incêndio deixado pelo treinador antecessor (antes Vanderlei Luxemburgo e agora Paulo Bento). Contudo, no ano passado a diretoria recorreu ao técnico após o primeiro turno do Brasileirão, quando o time já sentia a degola mais de perto. Hoje, o turno nem acabou e o Cruzeiro já se encontra na desesperadora zona de rebaixamento.

De postulante ao cargo em 2015 à opção unânime em 2016

Depois de demitir Vanderlei Luxemburgo no ano passado, a diretoria do Cruzeiro também pensou em trazer Adilson Batista. Porém, o técnico era apoiado apenas por Bruno Vicintin, recém-promovido à função de vice-presidente de futebol, enquanto os demais membros da cúpula foram mais favoráveis à contratação de Mano. Hoje, a opção por Mano é unânime até antes de Paulo Bento deixar o cargo.

A ameaça de rebaixamento é ainda maior

Marcelo Oliveira e Vanderlei Luxemburgo deixaram o Cruzeiro com 25 pontos nos primeiros 66 disputados (37,8% de aproveitamento). Quando Mano assumiu, na 23ª rodada, o time estava a dois pontos do Avaí, primeiro colocado da degola. Desta vez, o comandante deve ter um pouco mais de trabalho, já que até agora o clube está na vice-lanterna e tem apenas 15 pontos (31,3% de aproveitamento) em 16 jogos realizados.

A qualidade do plantel é outra

Em seu primeiro jogo pelo Cruzeiro, Mano encontrou alguns remanescentes do bicampeonato brasileiro (como Fábio, Bruno Rodrigo e Henrique) em meio a outros jogadores modestos que ainda tentavam se firmar, como Pará, Allano, Marquinhos e Marinho. No ataque, Willian era a principal referência no setor ofensivo. Desta vez, vários nomes tarimbados deixam o time mais forte no papel. Porém, a maior diferença é que alguns deles estão “chegando” ao clube quase junto com o novo treinador. Ábila, Sóbis, Rafinha, Edimar, Ezequiel e Denílson são as novas caras do Cruzeiro, mas que foram anunciados apenas nas últimas duas semanas.

 

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