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Pressão fez Paulo Bento ser convencido a emprestar Allano ao Bahia

Um dia após ser titular contra o Fluminense, Allano foi emprestado ao Bahia - Washington Alves/Light Press
Um dia após ser titular contra o Fluminense, Allano foi emprestado ao Bahia Imagem: Washington Alves/Light Press

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

22/07/2016 06h00

Apesar de bastante questionado, o meia Allano sempre esteve presente no Cruzeiro de Paulo Bento. Embora nunca tenha se firmado como titular, o jogador era constantemente utilizado pelo português, que aproveitava principalmente a versatilidade do garoto para escalá-los nos jogos. Mas na última segunda-feira, um dia após ser titular contra o Fluminense, Allano acabou liberado para acertar com o Bahia. E a transferência tinha um motivo. Mesmo bancado por Paulo Bento, o treinador se convenceu de que a pressão sobre o atleta de 21 anos já estava grande o suficiente para não permitir mais que Allano respirasse bons ares em Belo Horizonte.

“Isso tem a ver com as oportunidades do jogador, com a vontade do jogador em querer sair, de ir para um lugar onde esteja mais confortável e menos pressionado. Entendemos que a melhor solução após o jogo de domingo seria arranjar uma possibilidade de o Allano ser emprestado. Essa foi a melhor solução para ambas as partes”, comentou o português.

O jogo contra o Vitória, na última quarta-feira, foi o primeiro de Bento sem Allano. Como já informado, na partida contra o Fluminense, o jogador começou como titular, mas cedeu a vaga no campo para Rafinha. No compromisso anterior, diante do Atlético-PR, as rusgas da torcida com o jogador com Allano chegaram ao ápice. Nos últimos 20 minutos de jogo, quando entrou em campo, o garoto foi constantemente vaiado pelo torcedor cruzeirense, mais até dos que os rivais.

Essa vantagem de poder atuar em várias posições acabou se transformando em motivo de insatisfação e críticas. Allano já mesclava atuações boas com desempenhos irregulares e ruins quando era escalado em sua posição original. Então, a desconfiança que já existia só aumentou nos momentos em que foi improvisado para cumprir outras funções, o que acabava por aumentar a impaciência do torcedor, independente do rendimento.

Curiosamente, o jogador deixou o Cruzeiro com números muito parecidos entre os últimos quatro treinadores que passaram pelo clube. Quando chegou ao clube, em junho do ano passado, o meia entrou em oito das 19 partidas com o técnico Vanderlei Luxemburgo. Com o sucessor Mano, o jogador repetiu o número de atuações nas 16 oportunidades. Neste início de ano, Deivid também utilizou o garoto por oito vezes nas 18 partidas que comandou o time. E por último, Paulo Bento foi quem mais escalou o jogador, que entrou em campo por nove das 15 partidas enquanto fez parte do elenco celeste.

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