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Camisa de R$ 50 mi, Avanti em alta e arena cheia. Palmeiras, agora, mira TV

Robinho comemora gol de falta para o Palmeiras do duelo contra o Capivariano - Ernesto Rodrigues/Folhapress
Robinho comemora gol de falta para o Palmeiras do duelo contra o Capivariano Imagem: Ernesto Rodrigues/Folhapress

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

18/03/2015 06h00

Paulo Nobre segue firme no objetivo de requalificar a marca do Palmeiras. O presidente alviverde já conseguiu novos patrocinadores, fez o plano de sócio-torcedor disparar e, apesar do ingresso mais caro do país, vê o Allianz Parque com uma média de público de mais de 25 mil pessoas por partida em 2015. Agora, a próxima disputa da diretoria alviverde será para conseguir valorizar sua relação com a Globo.

Atualmente com vencimentos na casa dos R$ 80 milhões, a principal briga será por mais partidas do clube na televisão. Nesta temporada, por exemplo, os palmeirenses puderam assistir ao seu time na principal emissora do país em apenas duas ocasiões: contra o Corinthians e contra o Santos.

No clássico na Vila Belmiro, inclusive, a audiência teve média de 21 pontos. O resultado é igual ao que a Globo havia registrado uma semana antes, quando mostrou San Lorenzo x Corinthians, jogo válido pela Libertadores. E supera as audiências de Once Caldas x Corinthians (20 pontos no dia 11 de fevereiro) e São Paulo x Danubio (19 pontos no dia 25 de fevereiro), que também foram disputados pela Libertadores.

No ano passado, em toda a temporada, o Palmeiras foi, ao lado do Grêmio, o time grande menos transmitido. O Alviverde esteve na telinha da Globo em 13 ocasiões, atrás de Flamengo, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Atlético-MG, Botafogo, Internacional e Santos.

O clube sabe que aparecer em horário nobre na televisão é essencial para valorizar ainda mais a sua marca e também a dos parceiros. Curiosamente, a torcida comprou a briga com a Globo por causa do nome de sua casa. Por política da casa, a emissora não cita o nome Allianz Parque e usa Arena Palmeiras. Os palmeirenses retribuem chamando o canal de RGT.

Mesmo que saia perdedora na batalha com a TV, o Palmeiras trabalha com um plano B para depender cada vez menos da televisão. Hoje, estima ganhar R$ 20 milhões por ano com o Avanti (o clube também quer pagar menos à administradora do plano), R$ 50 milhões com patrocinadores de camisa e ao menos R$ 60 milhões com bilheteria de sua casa. Com esses valores, não precisa ficar dependente das cotas de transmissão.

Outra briga que acontece neste momento e deve ter seu término anunciado em breve é com a Adidas. A fornecedora de materiais esportivos bate o pé na hora de renegociar o contrato e dar um valor maior do que os R$ 17 milhões atualmente. No último mês, as partes já tiveram diversos encontros e não entraram em um acordo.

O Palmeiras acha inadmissível ter rendimentos iguais ou inferiores aos do Fluminense, que vende menos e tem menos torcida que o time paulista.

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