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Para Andrés, Corinthians pode pagar Itaquerão 5 anos antes do prazo final

Andrés Sanchez deixou gestão do fundo que gere o Itaquerão - Rodrigo Capote/UOL
Andrés Sanchez deixou gestão do fundo que gere o Itaquerão Imagem: Rodrigo Capote/UOL

Do UOL, em São Paulo

17/11/2014 00h42

Em entrevista à TV Gazeta na noite de domingo, o ex-presidente Andrés Sanchez falou com otimismo sobre as contas referentes ao financiamento do Itaquerão. Para ele, que ajudou a desenvolver o plano de pagamento em 12 anos, as dívidas podem se encerrar muito antes.

"São 12 anos para pagar. Se você arrecadar R$ 250 milhões, que é a previsão de se arrecadar (por temporada) a partir do ano que vem, pode pagar até em sete", disse Andrés.

Com uma série de obras ainda em andamento no estádio, o Corinthians tem limitações para a realização de eventos, e assim tem limitações para arrecadação. Dentro de sete meses, precisará pagar a primeira parcela do financiamento à Caixa Econômica Federal, em aproximadamente R$ 100 milhões.

"Já tem quase R$ 30 milhões aplicados em conta. Falam muita mentiras, inventam muitas coisas. Estamos acabando as obras até fevereiro ou março. Há três ou quatro anos, todos sabiam que o dinheiro que se arrecadava no Pacaembu ficaria em conta para pagar o estádio", afirmou o ex-presidente.

A menção feita por ele é em relação à forma como foi planejado o pagamento do Itaquerão. Nas contas de Andrés Sanchez, o estádio teve o custo de R$ 980 milhões, elevado a R$ 1,150 bilhões por dificuldades no financiamento. A prefeitura de São Paulo oferece 60% do valor original em incentivos fiscais, portanto reduz o valor final em R$ 420 milhões. Sobram, então, R$ 730 milhões para serem pagos.

Para quitar essa quantia em 12 anos, o Corinthians inicialmente não tem direito a utilizar os valores referentes à bilheteria e tudo que for gerado pelo Itaquerão. Só na temporada seguinte, segundo Andrés, é que eventuais recursos que sobrarem podem entrar no clube.

"No fim do ano que vem, (já teria sido) paga a prestação (de R$ 100 milhões). Sobrou 50 milhões? Metade vai para o clube e metade vai para o fundo. O pessoal pode ficar despreocupado que será paga (a prestação)", prometeu Andrés, que não participa mais da gestão do Itaquerão.

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