PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Salário reduzido para R$ 620 mil afasta Anderson do Grêmio

Meia Anderson, do Manchester United, quer voltar para o futebol brasileiro - Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Meia Anderson, do Manchester United, quer voltar para o futebol brasileiro Imagem: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

13/11/2014 06h00

Anderson não chega a ser totalmente descartado, mas não é tratado como prioridade no Grêmio. O jogador que deixará o Manchester United e quer voltar ao futebol brasileiro diz ter conversado com diretores do clube gaúcho, onde se formou jogador. Porém, a pedida salarial dele, que admitiu já ter reduzido os valores que ganha nos Reds, inviabilizou qualquer negociação. 

Anderson aceitou baixar seu salário. De R$ 970 mil por mês para R$ 620 mil mensais. Mesmo abrindo mão de R$ 350 mil por mês, a quantia ainda é considerada impossível de entrar na folha de pagamentos do Grêmio. 
 
No início deste ano, o Grêmio passou por uma engenharia financeira para equalizar as contas. Conviveu por meses com atrasos nos direitos de imagem dos jogadores, situação que chegou a se repetir eventualmente no decorrer da temporada. E depois de muito trabalho, conseguiu reduzir drasticamente o custo do mês.
 
Hoje, a folha de pagamentos do Tricolor gira em torno de R$ 7 milhões por mês e o salário mais alto, de Barcos, é inferior a pedida 'reduzida' de Anderson. 
 
Além disso, aceitar tal valor poderia gerar alguns problemas no elenco. O Grêmio sempre repetiu aos atletas que não passava por boa situação financeira. Acreditando nisso, por exemplo, Zé Roberto aceitou reduzir seu salário na renovação de contrato ocorrida no começo de 2013. Soaria de forma negativa ao grupo pagar um salário tão alto repentinamente. 
 
Anderson, de 26 anos, procura clube para próxima temporada. Descartado no Manchester United, ele disse ao UOL Esporte que tem 'grandes chances' de voltar ao país. A direção gremista, porém, jamais admitiu interesse no atleta e afasta repetidamente a chance de contratação.  "Não vou comentar sobre isso", diz o diretor executivo de futebol do clube, Rui Costa. 

Futebol