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Santos aciona pai de Neymar na Justiça para ver contrato com o Barcelona

Do UOL, em São Paulo

11/02/2014 16h36

A diretoria do Santos entrou com uma ação na última segunda-feira, no Fórum de Santos, para ter acesso a documentos assinados entre o Barcelona e a N&N, empresa do pai do jogador Neymar. Revelado pela equipe do litoral paulista, o atacante trocou a Vila Belmiro pela Catalunha no meio do ano passado.

A ação do Santos pede acesso a todos os documentos relacionados à transferência de Neymar para o Barcelona. Segundo nota oficial emitida pelo clube paulista, a ideia é “ter conhecimento das razões que justificam o recebimento de importâncias sem a participação do Santos FC”.

O presidente em exercício do Santos, Odílio Rodrigues, havia pedido ao pai de Neymar, responsável pela N&N, para abrir os contratos e documentos relacionados à transferência. Ele se recusou a mostrar os papeis com alegação de que havia uma cláusula de confidencialidade.

Inicialmente, a diretoria do Santos tinha resistência em acionar a Justiça no caso. Um dos principais motivos para isso era o bom relacionamento da equipe paulista com o Barcelona - os dois clubes assinaram contrato para um convênio de categorias de base, por exemplo.

Neymar trocou o Santos pelo Barcelona em negociação que movimentou 86,2 milhões de euros (R$ 286 milhões). No entanto, o destino da maior parte desse montante tem gerado enorme controvérsia.

A situação fez com que Sandro Rosell renunciasse à presidência do Barcelona. Dias depois, Neymar pai admitiu ter recebido 40 milhões de euros (R$ 133 milhões) pelo negócio. De acordo com ele, esse valor foi pago como “adiantamento”.

Em 2011, o então presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, assinou um documento em que liberou Neymar pai para negociar com outras equipes. A carta fez parte das tratativas para renovação do contrato do atacante – o vínculo dele com o time da Vila Belmiro ia até o meio de 2014.

Portanto, o que mais preocupa a diretoria do Santos é a divisão do dinheiro. O pai de Neymar também tem sido investigado pelo Ministério Público de São Paulo sobre o destino dos 40 milhões de euros que a N&N recebeu.

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