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Administrador virá de fora do Brasil para gerir novo estádio do Palmeiras

Mauricio Duarte

Do UOL, em São Paulo

19/09/2013 06h00

Um gerente-geral será trazido de fora do Brasil para administrar o novo estádio do Palmeiras. A WTorre, responsável pela construção do empreendimento, e a AEG, empresa contratada para gerir a arena, devem apresentar o profissional nos próximos dias, para que ele já possa começar a se inteirar de todas as questões referentes à gestão do estádio.

O profissional deve desembarcar no Brasil entre esta e a próxima semana. Embora o nome ainda seja mantido em sigilo, tudo indica que será um norte-americano com experiência em outras arenas comandadas pela Allianz e pela AEG. Pelo perfil procurado pelas empresas, será alguém que já trabalhou em estádios na Europa e também conhece o modelo dos EUA de eventos em grandes arenas, onde o jogo em si é apenas mais um atrativo entre tantos outros, como lanchonetes nas dependências do estádio, ações de marketing com torcedores e shows.

Contar com alguém com esse histórico é visto como fundamental para potencializar ao máximo as possibilidades de uma arena multiuso, característica mais difundida da nova casa palmeirense. Como o conceito é relativamente novo no Brasil, as empresas resolveram que alguém de fora conseguiria colocar “ordem na casa” mais rapidamente.

A intenção é profissionalizar todos os setores ligados ao estádio e aumentar a receita o máximo possível, explorando tanto as marcas dos patrocinadores dentro das dependências do estádio, como ativação de camarotes e patrocínios pontuais, quanto a relação com os torcedores.

O novo funcionário do estádio do Palmeiras será anunciado oficialmente em uma apresentação, em que também serão detalhadas as primeiras ações e atribuições que ele terá no cargo. Além disso, mais detalhes da até então misteriosa festa de abertura também deverão ser revelados na ocasião.

O estádio está previsto para ser inaugurado no primeiro semestre de 2014. Até o momento, 67% das obras já estão concluídas. Após uma eleição popular, o nome escolhido para batizar o estádio foi Allianz Parque.

De acordo com a projeção da construtora, o estádio estará concluído no final de janeiro. A partir daí, é preciso solicitar a vistoria dos bombeiros e o Habite-se para regularizar a situação com a Prefeitura. Calcula-se que, com isso, o estádio deva estar realmente pronto para receber eventos em março.

A Arena deverá custar no total R$ 500 milhões, superando em R$ 200 milhões a conta inicial, que chegou a ser de R$ 300 milhões e, até o início desta temporada, estava estimada em R$ 350 milhões. A previsão inicial de término da obra também acabou não cumprida, já que o estádio seria entregue no segundo semestre de 2013.

A Allianz pagou R$ 300 milhões para dar o nome ao estádio palmeirense por 20 anos. A tendência é que esse vínculo seja renovado por mais 10 anos, que é o prazo que a WTorre terá controle da casa alviverde.

Edmundo visita arena, chora e é tietado por funcionários

  • Edmundo foi bastante tietado pelos funcionários da obra. A todo momento, ele precisava parar para atender pedidos de fotos. Ao lado de Rogério Dezembro, diretor de novos negócios da WTorre e responsável pela Arena, ele visitou os camarotes, os vestiários e também o local onde será o gramado. "Fiquei encantado. Espero que o futuro do Palmeiras seja brilhante também. O torcedor vem de um período de tristezas, mas vai ganhar um presente no ano do centenário", afirmou Edmundo, completando que dava até vontade de voltar a jogar. "Não sou saudosista, mas em um estádio como este dá vontade", brincou.

Arena Palestra
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