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Corintianos e palmeirenses compram miniaturas para conhecerem novos estádios

Curiosidade por novos estádios de Palmeiras e Corinthians aquece vendas de miniaturas - Reinaldo Canato/UOL
Curiosidade por novos estádios de Palmeiras e Corinthians aquece vendas de miniaturas Imagem: Reinaldo Canato/UOL

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

09/08/2013 06h00

A chegada das modernas arenas de Corinthians e Palmeiras provocará em breve um choque na cultura futebolística de São Paulo e do país. Particularmente, para o torcedor destes times, a expectativa pelo apoio aos jogadores na nova casa, ainda antes das conclusões das obras, já passa pelo flerte com as miniaturas dos dois estádios. Tudo graças a uma novidade disponível no mercado brasileiro desde março passado.

Trata-se das maquetes dos estádios, em versão para montagem, em papel. Disponível em grandes livrarias e lojas de brinquedo, a novidade tem atraído muitos torcedores ansiosos para conhecer em detalhes como serão e funcionarão Arena Corinthians e Arena Palmeiras [que devem começar a receber jogos no 1º semestre de 2014].

"No nosso ranking de venda, o Corinthians está vendendo um pouco mais do que o Palmeiras. O Palmeiras vende muito bem, o São Paulo vende muito bem, o Santos, um pouco abaixo. O Vasco vende muito bem. O Botafogo está com estádio com problemas, mas é um espetáculo. Ele vende bem também, não só para botafoguenses", afirma Sylvian Mifano, um dos proprietários da Nanostad, empresa fabricante das miniaturas.

"Algumas lojas montaram maquetes para exibição, para deixar exposto. E muita gente não sabe que o Corinthians vai ter estádio com esse formato. O cara olha e fala: ‘o que é isso, vai ser assim?’ É interessante isso. Com o do Palmeiras é a mesma coisa, provoca o mesmo tipo de reação", acrescenta o sócio da empresa.

Toda a minúcia de detalhes entregue ao consumidor final, em preços que giram entre R$ 85 e R$ 100, passa por um processo complexo de produção. Em geral, os estádios são cuidadosamente mapeados, inclusive com sessões de fotos aéreas, através de aluguel de helicópteros. Mas as novas arenas são desenvolvidas basicamente a partir do que existe de informação, a partir das plantas oficiais. O Itaquerão, como a nova casa corintiana é popularmente conhecida, precisou de 12 versões até que se chegasse ao modelo definitivo.

"É um trabalho bastante demorado. Para essa maquete do Palmeiras, ou a do Corinthians, foram trabalhos de mais de seis meses de desenvolvimento", relata Mifano, que trabalha com arquitetos desenvolvedores na Espanha e na China.

No trabalho do novo estádio palmeirense, a aprovação final foi autorizada pela W/Torre, construtora dona do projeto.  

"Imagina o grau de exigência: 'não, aquele camarote está 30 graus à esquerda, tem que levantar mais. A cobertura do banco dos reservas...'. Enfim, é um trabalho bastante minucioso", diz o sócio da Nanostad.

PROJETO COMEÇOU COM BERNABÉU E CHEGA A OUTROS PAÍSES

A iniciativa nasceu há alguns anos na Espanha, quando os sócios locais resolveram apostar nas miniaturas, incitados por uma informação turística. Atualmente o estádio do Real Madrid é o terceiro ponto mais visitado do país, com estimados 45 milhões de pessoas por ano. Assim, o sucesso com a réplica do Santiago Bernabéu foi imediato e chegou a versões de outras seis arenas espanholas.

No Brasil, além de Corinthians e Palmeiras, a empresa comercializa hoje miniaturas de estádios de Santos, São Paulo, Botafogo, Fluminense e Vasco. As maquetes para os flamenguistas chegarão em breve ao mercado, em dois modelos diferentes: Gávea e versão rubro-negra do Maracanã.

Atualmente a empresa conta com 36 licenças oficiais de produção de miniaturas e mais 12 em fase de assinatura. Com Maracanã e Itaquerão prontos, outros palcos da Copa de 2014 também devem estar em breve no catálogo, atendendo a uma demanda que também vem de fora do país.

"Os estádios da Copa estão no nosso radar, claro. A gente já tem alguns em fase de assinatura. Temos seis estádios praticamente assinados. Também é uma área de nosso interesse para o ano que vem", afirma Sylvian Mifano.

A Nanostad ainda prepara a chegada ao mercado internacional de estádios argentinos (Boca Jrs. e River Plate) e ingleses (Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United). Recentemente a empresa também fechou acordo com clubes do México.

MONTAGEM EM CERCA DE DUAS HORAS, SEM COLA

Segundo os fabricantes, as miniaturas de estádios podem ficar prontas entre uma hora e meia e duas horas de trabalho. Não há necessidade de uso de cola, nem de qualquer espécie de ferramenta. Um livro de instruções acompanha o pacote e explica o passo a passo da operação. As maquetes geralmente têm entre 130 e 160 peças, numeradas.

Além dos fanáticos por futebol, o produto também têm atingido outros alvos, de acordo com os fabricantes, como aficionados por miniaturas e pais à procura de uma recreação com os filhos.

Um dos fãs do novo produto ligado ao futebol é Roberto Zac, engenheiro paulista de 30 anos. O consumidor já montou o Morumbi e, apesar de ser são-paulino, atualmente se debruça sobre as peças da miniatura da Arena Palestra.

"O primeiro que montei foi o do São Paulo. Ganhei de presente, foi muito gostoso de montar. Recentemente comprei o estádio do Palmeiras, apesar de não ser palmeirense. É doloroso montar o estádio deles, mas achei bonito", afirma Zac. "É simples de montar, mas é demorado mesmo. Mas assim é bom, senão não teria graça", descreve.

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