Só para assinantesAssine UOL
OpiniãoEsporte

Despedida do Flamengo foi medíocre como sua temporada

Parabéns ao Palmeiras de Abel e Endrick (para mim, o craque do torneio), merecido campeão, após a mais inacreditável, incompreensível, inaceitável e inesquecível amarelada da história do futebol brasileiro.

A do Botafogo, capaz de fazer o melhor primeiro turno dos campeonatos de pontos corridos, abrir 13 pontos de vantagem sobre o segundo lugar e desmilingüir de tal forma que acabou fora até do G-4, obrigado a disputar uma pré-Libertadores na próxima temporada, ultrapassado, nas últimas rodadas, não somente pelo campeão, mas também por Grêmio, Atlético Mineiro e Flamengo.

Flamengo que só se manteve no G-4 graças à (nova) derrota do alvinegro carioca, dessa vez para o Internacional. A equipe rubro-negra se despediu do Brasileiro de 2023 fazendo a sua pior exibição sob o comando de Tite, num nível tão medonho como os de seus piores momentos sob o comando dos péssimos Victor Pereira e Jorge Sampaoli. Foi um show de horrores do Fla, no Morumbi. Coerente fecho de uma temporada caótica e desastrosa do começo ao fim.

Bem ou mal, Tite termina o ano alcançando a meta a que se propôs, quando aceitou voltar a trabalhar antes do prazo que prometera à família: classificar o Flamengo entre os quatro primeiros, garantindo uma vaga direta na próxima Libertadores. Está feito. Mas o futebol que o time jogou sob seu comando ainda não inspira confiança alguma para as principais competições que terá pela frente, no último ano de Rodolfo Landim na presidência.

Virão reforços? Com certeza. Quais e quantos é a grande questão. O elenco atual tem muitas carências. Não há um lateral-direito decente; a zaga precisa de reforços urgentes (o que foi a atuação de Pablo, no Morumbi?), o meio-campo, idem (Gerson, de volante, não marca ninguém e Arrascaeta está a anos-luz de sua melhor forma) e o ataque, no momento, só pode ser considerado de riso (nervoso). Luís Araújo mal foi visto em campo, Pedro não ganhou uma bola dividida e Cebolinha voltou a usar o cinto de inutilidades (bem como Bruno Henrique, que tampouco produziu algo de útil).

Após o canto de cisne em 2022, ganhando ainda uma Copa do Brasil e uma Libertadores, sob o comando de Dorival Junior, o grupo de 2019 esfarelou-se. Dá pena vê-lo jogar. Tite terá um desafio gigantesco pela frente: remontar o elenco e a equipe. Será capaz de driblar a notória incompetência e o amadorismo de Braz, Spindel e que tais? A torcida do Flamengo, com razão, está com a pulga atrás da orelha.

Ah, ia me esquecendo: Dorival terminou a temporada dando mais uma lambada em Landim, Braz etc. Bem-feito!

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes