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Oscar Roberto Godói


Falta em Pato era para cartão vermelho; VAR teve erros e acertos

Flamenguista Thuler no lance que provocou a lesão de Alexandre Pato, do São Paulo - Reprodução
Flamenguista Thuler no lance que provocou a lesão de Alexandre Pato, do São Paulo Imagem: Reprodução
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

06/05/2019 14h15

Para aqueles que, equivocadamente, entendem que em lances de pênalti a lei da vantagem não deve ser aplicada, prestem atenção no gol da vitória do Fluminense contra o Grêmio por 5 a 4. A bola chutada pelo colombiano Rodriguez bate no braço de Léo Moura, numa posição que a FIFA orienta para que seja punida, desviando a trajetória e entrando no gol. Se o pênalti fosse marcado o infrator teria a chance de defender.

O árbitro Raphael Claus teve uma arbitragem quase perfeita no jogo Grêmio x Fluminense. No primeiro gol gremista o VAR confirmou a condição legal de Cortez. Optou em marcar pênalti de Kanemann em Matheus Ferraz, quando os dois estavam se agarrando, privilegiando o ataque e inibindo novos agarra daqui e dali na sequência. Apoiado pelo VAR, acertou em não marcar pênalti para o Grêmio, no finalzinho do jogo.

No jogo São Paulo 1 x Flamengo 1, o árbitro mineiro e da Fifa Ricardo Marques foi o protagonista. Começou orando e abençoando o monitor do VAR. Atitude ridícula, por maior que seja sua crença e fé religiosa. Quando precisou mostrar competência com o apito, pecou.

Errou em mostrar o cartão amarelo para o zagueiro flamenguista Thuler pela falta que fez, maldosamente, em Pato. O são-paulino foi atendido e não teve condições de continuar jogando. O correto era o cartão vermelho. Pelas costas, o jogador de futebol não pode ser trancado, muito menos agredido. O lance deveria ter sido analisado no monitor e o agressor, expulso.

O tão criticado VAR mostrou que o assistente Camilo Dias acertou em não marcar impedimento no gol do Flamengo. Embora exista orientações para que, na dúvida, não se erga a bandeira em lances de impedimento, a tecnologia está confirmando gols que poderiam ser anulados se tivéssemos só o olho humano vendo.

O VAR salvou o árbitro Rodrigo D'Alonso no jogo Vasco 1 x Corinthians 1. Equivocadamente ele deu escanteio para o Vasco quando o "correto" seria tiro de meta. Enquanto ouvia as reclamações dos vascaínos, o pessoal da arbitragem eletrônica pediu para que olhasse o monitor e, corretamente, marcasse pênalti de Carlos em Rossi.

Bahia venceu o Avai por 1 a 0 mas, se não fosse o VAR, poderia ter feito o segundo gol por meio de um pênalti inexistente. O árbitro Bruno Araújo corrigiu o erro e cancelou o pênalti após olhar o monitor.

O árbitro Wagner Reway está sendo criticado pelo Fortaleza por não ter marcado pênalti, que aconteceu, em Wellington Paulista, mesmo depois de consultar o VAR. O Botafogo venceu por 1 a 0 e, também, teve um pênalti a seu favor não marcado em Diego Souza. Dois erros que poderiam ser corrigidos se o árbitro fosse mais competente.

Até quando os árbitros não vão compensar o tempo perdido com as paralisações provocadas pelo uso do VAR?

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