Jogos na Europa ensinaram como o VAR deve ser usado corretamente
A Fifa não proíbe, mas raramente nos deparamos com um árbitro atuando com barba. A entidade respeita hábitos, costumes e religião de cada povo. São as associações filiadas quem determinam, nunca explicitamente, como e o que o árbitro deve usar ou como se comportar. Óculos não são proibidos e, mesmo assim, ninguém entra em campo com eles nos rostos. Preferem as lentes de contatos para amenizar as limitações visuais.
Independentemente do visual, seja por vaidade ou costumes culturais, sociais ou religiosos, o mais importante é que o árbitro tenha competência, personalidade e independência. Que proporcione aos adversários a condição de igualdade e lisura nas interpretações das regras. No Brasil, também, não existe proibição explícita. Porém tanto na CBF quanto nas Federações, os árbitros optam por um visual limpo, sem barba e nunca com óculos.
Mais uma vez a Federação Paulista coloca um árbitro "novo" na direção de um clássico. Douglas Flores apita Corinthians x Santos. É um árbitro que precisa se impor um pouco mais, principalmente, nas atitudes de indisciplina. Tomara que os assistentes deem o suporte necessário e não pisem nas bandeiras.
Jogos importantes na Europa foram decididos com o auxílio do VAR e, didaticamente, serviram para mostrar e ensinar como o equipamento deve ser utilizado com acerto. Para os jogadores, ficou bem claro que, quando a bola tocar na mão ou braço de maneira que possa parecer um ato ou atitude de malandragem para obter vantagem, a falta deve ser marcada, seja a favor ou contra a defesa.
Mesmo interferindo diretamente na eliminação do time de uma competição tão importante como a Liga dos Campeões com um pênalti confirmado pelo VAR, jogadores e comissões técnicas respeitaram as decisões da arbitragem. Só o inteligente e entendido Neymar Jr. discordou.
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