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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Luxemburgo, Cruzeiro e o abraço dos afogados

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

03/08/2021 15h37

Cruzeiro é o Rei de Copas, como escreveu o grande jornalista Alexandre Simões. O maior de Minas - uma simples visita à sala de troféus - comprova a afirmação. Um dos maiores da América.

Luxemburgo é um grande treinador. Para mim, ao lado de Telê, um dos mais brilhantes na gloriosa história do glorioso futebol brasileiro.

Os dois se encontram novamente, após seis anos. A situação de ambos é terrível. O Cruzeiro, na zona de rebaixamento na Série B, recorre a um treinador que, em seu último trabalho não conseguiu evitar a queda do Vasco da A para a B.

A rotina do Cruzeiro, tantas vezes campeão, é lutar para não cair. No ano passado, recorreu a Felipão.

A rotina de Luxemburgo, tantas vezes campeão, é lutar para que grandes times não sejam rebaixados. Foi assim com o Vasco, na temporada passada.

O acesso do Cruzeiro, pelas mãos de Luxa, poderia ser um reinício para ambos.

Não será. A luta é para não cair. Ambos estão em outro patamar. Bem abaixo do que já fizeram. Um abraco de afogados, que poderá levar o Cruzeiro para a C e Luxemburgo não sei para onde.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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