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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Viva a Liga! Mas dá para confiar nos dirigentes de clubes?

Edu Gaspar, Tite, Zagallo, Coronel Nunes e Rogério Caboclo na Granja Comary, em Teresópolis - Lucas Figueiredo/CBF
Edu Gaspar, Tite, Zagallo, Coronel Nunes e Rogério Caboclo na Granja Comary, em Teresópolis Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

15/06/2021 19h18

A reunião em que os clubes comunicaram à CBF que pretendem criar uma Liga, tinha, do lado da entidade 'mater' do futebol (como se dizia antigamente), o Coronel Nunes, presidente, mais Walter Feldman, e os vices Fernando Sarney, Gustavo Feijó, Castellar Guimarães Neto e Ednaldo Rodrigues.

A leitura dos nomes já justifica a criação da Liga. De onde vieram? Que clubes já dirigiram? O que já deram ao futebol? O que entendem de gestão?

Os clubes de futebol são caudatários da paixão popular. É por eles que os brasileiros choram, sofrem, riem. Não podem estar nas mãos de quem não têm a mesma paixão.

Que clube o Coronel Nunes representa? E os outros dirigentes? Representam a si mesmos, nada mais.

A Liga é ótima ideia. Para dar certo, os dirigentes de clubes precisam estar à altura do desafio de levar o futebol à modernidade.

Não podem manter o estilo "farinha pouca, meu pirão primeiro". Não podem pensar apenas no seu clube, no seu hoje.

É preciso pensar o futebol brasileiro como um todo. No seu futuro. Ter um sistema lucrativo que dê ferramentas aos clubes para abandonarem a prática tão comum de vender o almoço para pagar o jantar, quando se fala em finanças. E de vender joias para pagar bijuterias, quando se fala de revelações que fazem no máximo 50 jogos e são vendidos para a Europa e repostas por veteranos que estão cansados da China.

Dá para confiar que pensarão no produto futebol? Que preservarão a galinha dos ovos de ouro? Ou vão fazer como Andrés Sanchez, que pensou apenas em seu clube e destruiu o Clube dos 13?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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