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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

São Paulo precisa de um centroavante com fúria

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

09/05/2021 20h08Atualizada em 09/05/2021 20h11

Gino Orlando é o segundo maior artilheiro da história do São Paulo, com 232 gols, dez a menos que Serginho Chulapa. Meu pai contava que um dos seus gols terminou com Gino desacordado, com uma cabeçada na trave, o que o deixou desacordado por alguns minutos.

Exagero? Lenda? Talvez. Mas baseado em uma característica real. Gino tinha a fúria dos centroavantes. A santa loucura de meter a cabeça na trave, no pé do beque...

O São Paulo não tem e precisa de um jogador assim. O jogo contra o Mirassol deixou claro e evidente.

Vitor Bueno está sendo treinador por Hernan Crespo para ser centroavante. Portou-se a contento no gol de empate. Disputou com o zagueiro e foi premiado com um gol contra.

E depois? Fez boas jogadas, chutou de longe, mas teve duas chances dentro da área. Faltou a fúria, como definiu muito bem o André Plihal.

Precisa entrar para meter um pontapé na bola. Para furar a rede. Ele, que é um jogador técnico, não conseguiu.

E não é só ele. Pablo também não tem o sangue quente, o ódio da bola. E Luciano, aguerrido e técnico, tem jogado fora da área. Eder é ponta.

O São Paulo precisa de centroavante.

Centroavante custa caro.

O São Paulo não tem dinheiro.

Que Vitor Bueno melhore!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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